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	<title>Arquivo de Uncategorized - ULS SANTA MARIA</title>
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	<description>Unidade Local de Saúde SANTA MARIA</description>
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	<title>Arquivo de Uncategorized - ULS SANTA MARIA</title>
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	<item>
		<title>FlashNews8 &#8211; Save the Date</title>
		<link>https://www.ulssm.min-saude.pt/2026/07/30/flashnews8-save-the-date/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[chlnminsaude]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Jul 2026 11:13:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O conteúdo <a href="https://www.ulssm.min-saude.pt/2026/07/30/flashnews8-save-the-date/">FlashNews8 &#8211; Save the Date</a> aparece primeiro em <a href="https://www.ulssm.min-saude.pt">ULS SANTA MARIA</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O conteúdo <a href="https://www.ulssm.min-saude.pt/2026/07/30/flashnews8-save-the-date/">FlashNews8 &#8211; Save the Date</a> aparece primeiro em <a href="https://www.ulssm.min-saude.pt">ULS SANTA MARIA</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>FlashNews8 &#8211; O Nosso Cofre</title>
		<link>https://www.ulssm.min-saude.pt/2026/07/30/flashnews8-o-nosso-cofre/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[chlnminsaude]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Jul 2026 11:12:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O NOSSO COFRE Entradas e Aposentações na Enfermagem Nesta secção celebramos o movimento natural da nossa profissão: acolhemos com entusiasmo quem chega e homenageamos com gratidão<span class="excerpt-hellip"> […]</span></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h3 id="onossoCofre" style="text-align: center;"><strong>O NOSSO COFRE</strong></h3>
<div style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 15px; color: #333; line-height: 1.6; text-align: justify; max-width: 1100px; margin: auto;">
<p><!-- IMAGEM À ESQUERDA COM MOLDURA --></p>
<div style="float: left; width: 200px; margin-right: 25px; margin-bottom: 15px; text-align: center; border: 1px solid #ddd; border-radius: 12px; padding: 10px; box-shadow: 0 2px 10px rgba(0,0,0,0.08);">
<p><img decoding="async" style="width: 100%; border-radius: 10px;" src="https://www.ulssm.min-saude.pt/wp-content/uploads/2025/07/oNossoCofre.png" alt="O Nosso Cofre" /></p>
<p style="margin-top: 10px; font-size: 14px; color: #555555;">Entradas e Aposentações<br />
na Enfermagem</p>
</div>
<p>Nesta secção celebramos o movimento natural da nossa profissão: acolhemos com entusiasmo quem chega e homenageamos com gratidão quem parte para uma nova etapa da vida. Cada entrada traz novas energias e ideias; cada reforma leva consigo uma história de dedicação e serviço. A todos, o nosso reconhecimento — e votos de sucesso nos caminhos que começam ou se transformam.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="display: flex; justify-content: space-between; flex-wrap: wrap; margin-top: 30px;">
<p><!-- Coluna Aposentações --></p>
<div style="width: 48%;">
<p><strong>Aposentações:</strong></p>
<ul>
<li>Ana Maria Frias Silva Coutinho Veiga</li>
<li>Maria Dalila Chaves Sequeira Leal</li>
<li>Maria Teresa Vasques Silva Fiuza</li>
<li>Paulo Jorge Da Silva Rocha</li>
<li>Isabel Maria Galantinho Melicias Faria Gonçalves</li>
</ul>
</div>
<div style="width: 48%;">
<p><strong>Início de Funções:</strong></p>
<ul>
<li>Lara Pereira Gomes</li>
<li>Maria Inês Dos Santos Gabriel</li>
<li>Ruben Gonçalves Pires</li>
<li>Luís Miguel Vermelho Tobias</li>
<li>Sofia Alexandra Da Silva Ferreira</li>
<li>Alexandre Barreira Rodrigues</li>
<li>Rui Miguel Lopes Alves</li>
<li>Paulo Ricardo Sampaio Lemos</li>
<li>Carolina Passinhas Dias</li>
<li>Tiago Dos Santos Jorge</li>
<li>Hugo Ruben Faria Oliveira</li>
<li>Ana Luísa Quaresma Amaral</li>
<li>Michelle Laranjeiro Granja</li>
<li>Rafaela Alexandra Alves Brás</li>
<li>Isabel Maria Silva Ferreira</li>
<li>Amanda De Araújo Morais</li>
<li>Ana Filipa Pires Soeiro</li>
<li>Ana Catarina Cachinho Gomes</li>
<li>Margarida Robalo Portela</li>
<li>Catarina Filipa Gomes Santos</li>
<li>Jenyze Lima Gabriel De Jesus Santiago</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
</div>
</div>
<div style="clear: both;"></div>
</div>
<p>O conteúdo <a href="https://www.ulssm.min-saude.pt/2026/07/30/flashnews8-o-nosso-cofre/">FlashNews8 &#8211; O Nosso Cofre</a> aparece primeiro em <a href="https://www.ulssm.min-saude.pt">ULS SANTA MARIA</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>FlashNews8 &#8211; Resultado de Programas</title>
		<link>https://www.ulssm.min-saude.pt/2026/07/30/flashnews8-resultado-de-programas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[chlnminsaude]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Jul 2026 10:15:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>REABILITAÇÃO EM CUIDADOS INTENSIVOS: UMA ESTRATÉGIA INTEGRADA PARA A RECUPERAÇÃO PARA ALÉM DA SOBREVIVÊNCIA &#160; Equipa dedicada de Enfermeiros Especialistas em Enfermagem de Reabilitação (EEER) Integrado<span class="excerpt-hellip"> […]</span></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h4 style="text-align: center;"><strong>REABILITAÇÃO EM CUIDADOS INTENSIVOS: UMA ESTRATÉGIA INTEGRADA PARA A RECUPERAÇÃO PARA ALÉM DA SOBREVIVÊNCIA</strong></h4>
<p>&nbsp;</p>
<div style="overflow: auto;">
<div style="float: right; width: 280px; margin: 0 0 15px 20px; text-align: center;">
<p><img decoding="async" style="width: 100%; height: auto; border-radius: 4px;" src="https://www.ulssm.min-saude.pt/wp-content/uploads/2026/07/EEER.jpg" alt="Equipa dedicada de Enfermeiros Especialistas em Enfermagem de Reabilitação (EEER)" /></p>
<p style="font-size: 0.9em; margin-top: 8px;">Equipa dedicada de Enfermeiros Especialistas em Enfermagem de Reabilitação (EEER)</p>
</div>
<p style="text-align: justify; text-indent: 2em;">Integrado na missão assistencial do Serviço de Medicina Intensiva da Unidade Local de Saúde Santa Maria, o Projeto de Enfermagem de Reabilitação da Unidade Estrutural Intervenção Crítica (UNEIC II) constitui uma resposta especializada e integrada, orientada para a recuperação funcional precoce da pessoa em situação crítica.</p>
<p style="text-align: justify; text-indent: 2em;">O crescente reconhecimento do impacto da Síndrome Pós-Cuidados Intensivos (PICS), particularmente da fraqueza adquirida em cuidados intensivos (ICU-AW), motivou o desenvolvimento do projeto por um grupo de Enfermeiros Especialistas em Enfermagem de Reabilitação da unidade. Integrado no plano global de cuidados e alinhado com o protocolo de libertação da UCI (<em>Liberation Bundle – ABCDEF</em>), visa a recuperação funcional da pessoa em situação crítica assente em quatro eixos: segurança e avaliação multidisciplinar, mobilização precoce e progressiva, transição para a autonomia respiratória e capacitação para a deglutição.</p>
<p style="text-align: justify; text-indent: 2em;">A aposta da Direção de Enfermagem e da liderança da UNEIC II na diferenciação dos cuidados permitiu a implementação faseada deste projeto e a constituição, em julho de 2025, de uma equipa dedicada de Enfermeiros Especialistas em Enfermagem de Reabilitação. Atualmente, dois enfermeiros asseguram diariamente a cobertura assistencial especializada das 24 camas da UNEIC II no turno da manhã, sete dias por semana. Encontra-se prevista a expansão da resposta ao período da tarde, consolidando a integração da reabilitação precoce como componente estruturante do modelo assistencial da unidade.</p>
<p style="text-align: justify; text-indent: 2em;"><span style="text-indent: 2em;">A natureza polivalente da unidade e a complexidade dos cuidados prestados constituem desafios acrescidos à integração da reabilitação na prática assistencial diária. Para responder a esta realidade, a articulação multidisciplinar assume-se como uma estratégia fundamental para a operacionalização do projeto, permitindo a identificação de doentes elegíveis, a definição de objetivos terapêuticos e a progressão segura dos programas de reabilitação. Este trabalho colaborativo envolve enfermeiros, médicos intensivistas, fisiatras, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e terapeutas da fala.</span></p>
<p style="text-align: justify; text-indent: 2em;"><span style="text-indent: 2em;">A qualidade e uniformização da prática clínica assentam na utilização sistemática de instrumentos validados, incluindo as escalas </span><em style="text-indent: 2em;">Medical Research Council</em><span style="text-indent: 2em;"> (MRC), </span><em style="text-indent: 2em;">Chelsea Critical Care Physical Assessment Tool</em><span style="text-indent: 2em;"> (CPAx), Escala de Agitação e Sedação de Richmond (RASS) e </span><em style="text-indent: 2em;">Gugging Swallowing Screen</em><span style="text-indent: 2em;"> (GUSS), contribuindo para uma avaliação funcional objetiva, para a monitorização da evolução do doente, para uma tomada de decisão clínica fundamentada e para a continuidade dos cuidados.</span></p>
<p style="text-align: justify; text-indent: 2em;"><span style="text-indent: 2em;">Particular destaque merece também a intervenção junto de doentes submetidos a </span><em style="text-indent: 2em;">Extra Corporeal Membrane Oxygenation</em><span style="text-indent: 2em;"> (ECMO), área em que a ULSSM se diferencia enquanto Centro de Referência Nacional, onde se assistiu à transição de intervenções isoladas para o desenvolvimento de protocolos específicos de mobilização e reabilitação baseados nas recomendações internacionais mais recentes.</span></p>
<p style="text-align: justify; text-indent: 2em;"><span style="text-indent: 2em;">Nos primeiros nove meses de atividade, os resultados quantitativos apurados traduzem a dimensão e o impacto assistencial desta resposta:</span></p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-17819 aligncenter" src="https://www.ulssm.min-saude.pt/wp-content/uploads/2026/07/reablitacao_uci.png" alt="" width="752" height="501" srcset="https://www.ulssm.min-saude.pt/wp-content/uploads/2026/07/reablitacao_uci.png 1600w, https://www.ulssm.min-saude.pt/wp-content/uploads/2026/07/reablitacao_uci-300x200.png 300w, https://www.ulssm.min-saude.pt/wp-content/uploads/2026/07/reablitacao_uci-1024x682.png 1024w, https://www.ulssm.min-saude.pt/wp-content/uploads/2026/07/reablitacao_uci-768x512.png 768w, https://www.ulssm.min-saude.pt/wp-content/uploads/2026/07/reablitacao_uci-1536x1023.png 1536w, https://www.ulssm.min-saude.pt/wp-content/uploads/2026/07/reablitacao_uci-219x146.png 219w, https://www.ulssm.min-saude.pt/wp-content/uploads/2026/07/reablitacao_uci-50x33.png 50w, https://www.ulssm.min-saude.pt/wp-content/uploads/2026/07/reablitacao_uci-113x75.png 113w" sizes="(max-width: 752px) 100vw, 752px" /></p>
</div>
<p style="text-align: justify; text-indent: 2em;">No limiar do seu primeiro ano de atividade, a equipa aposta na consolidação dos resultados já alcançados, na validação formal do protocolo de mobilização sob ECMO-VV, na integração de indicadores específicos de reabilitação no sistema informático e no reforço da formação contínua da equipa.</p>
<p style="text-align: justify; text-indent: 2em;">O caminho percorrido demonstra que a Enfermagem de Reabilitação na UNEIC II desempenha um papel determinante na transição de um paradigma centrado na sobrevivência para um paradigma centrado na preservação da autonomia e da qualidade de vida da pessoa em situação crítica.</p>
<p><img decoding="async" class="size-full wp-image-17821 aligncenter" src="https://www.ulssm.min-saude.pt/wp-content/uploads/2026/07/uci1.jpg" alt="" width="836" height="496" srcset="https://www.ulssm.min-saude.pt/wp-content/uploads/2026/07/uci1.jpg 836w, https://www.ulssm.min-saude.pt/wp-content/uploads/2026/07/uci1-300x178.jpg 300w, https://www.ulssm.min-saude.pt/wp-content/uploads/2026/07/uci1-768x456.jpg 768w, https://www.ulssm.min-saude.pt/wp-content/uploads/2026/07/uci1-246x146.jpg 246w, https://www.ulssm.min-saude.pt/wp-content/uploads/2026/07/uci1-50x30.jpg 50w, https://www.ulssm.min-saude.pt/wp-content/uploads/2026/07/uci1-126x75.jpg 126w" sizes="(max-width: 836px) 100vw, 836px" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>FlashNews8 &#8211; Editorial</title>
		<link>https://www.ulssm.min-saude.pt/2026/07/29/flashnews8-editorial/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[chlnminsaude]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Jul 2026 15:04:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Editorial]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>EDITORIAL Construir Moinhos Helena Bernardes Anterior Enfermeira Adjunta – Direção de Enfermagem da ULS Santa Maria Atual Técnica Especialista/Acessora do Gabinete da Ministra da Saúde Gosto<span class="excerpt-hellip"> […]</span></p>
<p>O conteúdo <a href="https://www.ulssm.min-saude.pt/2026/07/29/flashnews8-editorial/">FlashNews8 &#8211; Editorial</a> aparece primeiro em <a href="https://www.ulssm.min-saude.pt">ULS SANTA MARIA</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h3 style="text-align: center;"><strong>EDITORIAL</strong></h3>
<h5><strong>Construir Moinhos</strong></h5>
<div style="float: right; margin: 0 0 20px 20px; width: 180px;">
<div style="border: 1px solid #ccc; border-radius: 10px; padding: 12px; text-align: center; background-color: #f9f9f9; box-shadow: 0 2px 5px rgba(0,0,0,0.05);">
<p><img decoding="async" class="aligncenter" style="width: 222px; height: 283px; border-radius: 8px;" src="https://www.ulssm.min-saude.pt/wp-content/uploads/2026/07/enfhelenabernardes.jpg" alt="" width="800" height="800" /></p>
<p style="text-align: left;"><strong>Helena Bernardes</strong></p>
<p style="vertical-align: baseline; margin: 7.5pt 0cm 11.25pt; text-align: left;"><span style="font-size: 10.5pt; font-family: 'Arial',sans-serif; color: #494949;">Anterior Enfermeira Adjunta – Direção de Enfermagem da ULS Santa Maria</span></p>
<p style="vertical-align: baseline; margin: 7.5pt 0cm 11.25pt; text-align: left;"><span style="font-size: 10.5pt; font-family: 'Arial',sans-serif; color: #494949;">Atual Técnica Especialista/Acessora do Gabinete da Ministra da Saúde</span></p>
</div>
</div>
<p style="text-align: justify; text-indent: 2em;">Gosto da imagem de um moinho.</p>
<p style="text-align: justify; text-indent: 2em;">Gosto da imagem de um moinho. O moinho não escolhe o vento. Não o controla. Também não desperdiça energia a lutar contra ele. Transforma a sua força em movimento. Talvez seja esta uma boa imagem para a enfermagem dos nossos dias.</p>
<p style="text-align: justify; text-indent: 2em;">Vivemos tempos exigentes. As necessidades dos cidadãos são cada vez mais complexas, as equipas trabalham sob pressão, os recursos são limitados e a inteligência artificial, a robótica e a inovação digital estão a transformar rapidamente os cuidados de saúde. Perante esta mudança, importa perguntar: o que continuará a tornar a enfermagem indispensável?</p>
<p style="text-align: justify; text-indent: 2em;">A resposta não está apenas no que fazemos. Está na forma como transformamos conhecimento em cuidado, decisão clínica em segurança, presença em confiança e relação terapêutica em resultados para as pessoas.</p>
<p style="text-align: justify; text-indent: 2em;">A tecnologia analisará dados, antecipará riscos, apoiará decisões e executará tarefas com precisão crescente. Será uma aliada poderosa. Mas não substituirá a responsabilidade profissional, o julgamento clínico, a leitura da vulnerabilidade ou a capacidade de estar com a pessoa quando a doença, o medo ou a incerteza atravessam a sua vida. Humanizar não é fazer menos ciência. É garantir que a ciência serve verdadeiramente as pessoas.</p>
<p style="text-align: justify; text-indent: 2em;">Neste contexto, fala-se muitas vezes de autonomia profissional. A autonomia da enfermagem está juridicamente reconhecida e representa uma conquista essencial. Mas existe uma diferença entre autonomia reconhecida e autonomia plenamente exercida. Nenhum diploma decide por nós. Nenhum enquadramento legal substitui o conhecimento que sustenta uma decisão, a responsabilidade de quem a assume ou a confiança que nasce quando os resultados falam por si.</p>
<p style="text-align: justify; text-indent: 2em;">A autonomia começa na lei, mas concretiza-se todos os dias: na avaliação rigorosa, na decisão fundamentada, na prevenção de complicações, na promoção da autonomia, na educação para a saúde, na continuidade dos cuidados e na melhoria dos processos.</p>
<p style="text-align: justify; text-indent: 2em;">Durante muito tempo, a enfermagem foi frequentemente lida pela sua dimensão operacional. O futuro exige outra leitura: uma profissão reconhecida pelos resultados que alcança, pela segurança que acrescenta, pelas complicações que evita e pelo valor que cria para os cidadãos, para o SNS e para a sociedade. Porque a excelência que não se demonstra corre o risco de permanecer invisível. E o valor que não se torna visível dificilmente influencia decisões relevantes coletivas.</p>
<p style="text-align: justify; text-indent: 2em;">É aqui que a liderança ganha significado. Não apenas como cargo ou estatuto, mas como atitude profissional. Lidera quem assume responsabilidade, transforma conhecimento em melhores cuidados, procura soluções com rigor, utiliza a tecnologia sem se deixar conduzir por ela e nunca perde de vista a pessoa no centro de cada decisão.</p>
<p style="text-align: justify; text-indent: 2em;">Essa liderança pertence a todos: ao enfermeiro que inicia hoje a sua carreira, ao especialista, ao gestor, ao investigador, ao docente e a cada profissional que decide exercer plenamente a autonomia conquistada pela profissão e esperada pelo cidadão.</p>
<p style="text-align: justify; text-indent: 2em;">Os ventos continuarão a soprar. A verdadeira questão é saber se gastamos energia a resistir à mudança ou se a usamos para fazer avançar o moinho. Porque o futuro não pertence às profissões que apenas resistem ao vento. Pertence às que aprendem a construir moinhos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O conteúdo <a href="https://www.ulssm.min-saude.pt/2026/07/29/flashnews8-editorial/">FlashNews8 &#8211; Editorial</a> aparece primeiro em <a href="https://www.ulssm.min-saude.pt">ULS SANTA MARIA</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>FlashNews7 &#8211; ARTIGOS CIENTÍFICOS PUBLICADOS</title>
		<link>https://www.ulssm.min-saude.pt/2026/06/15/flashnews7-artigos-cientificos-publicados/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[chlnminsaude]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jun 2026 07:38:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos Cientificos]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.ulssm.min-saude.pt/?p=17335</guid>

					<description><![CDATA[<p>ARTIGOS CIENTÍFICOS PUBLICADOS &#160; – Supervisão clínica em estudantes enfermagem na promoção da segurança do doente: scoping review (Autores: Madalena Rodrigues, David Carpinteiro, Inês Deus, Pedro<span class="excerpt-hellip"> […]</span></p>
<p>O conteúdo <a href="https://www.ulssm.min-saude.pt/2026/06/15/flashnews7-artigos-cientificos-publicados/">FlashNews7 &#8211; ARTIGOS CIENTÍFICOS PUBLICADOS</a> aparece primeiro em <a href="https://www.ulssm.min-saude.pt">ULS SANTA MARIA</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h3 style="text-align: center;"><strong>ARTIGOS CIENTÍFICOS PUBLICADOS</strong></h3>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>– </strong><strong>Supervisão clínica em estudantes enfermagem na promoção da segurança do doente: scoping review</strong></p>
<p>(Autores: <em>Madalena Rodrigues, David Carpinteiro, Inês Deus, Pedro Bengalinha, Raquel Duro, Celso Silva, Susana Mendonça)</em></p>
<p><a href="https://www.revistas.uevora.pt/index.php/saude_envelhecimento/article/view/745" target="_blank" rel="noopener">https://www.revistas.uevora.pt/index.php/saude_envelhecimento/article/view/745</a></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>– The Role of Rehabilitation Nurses in Empowering Mastectomised Women for Self-Care: A Scoping Review</strong><br />
(Autores: Madalena Rodrigues, Inês Deus, Pedro Bengalinha, Raquel Duro, David Carpinteiro, Rogério Ferreira, Celso Silva e César Fonseca)<br />
<a href="https://www.mdpi.com/1660-4601/22/6/957" target="_blank" rel="noopener">https://www.mdpi.com/1660-4601/22/6/957</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>– Family Caregivers in Palliative Care Therapeutic Management: An Integrative Review</strong><br />
(Autores: Dora Margarida Fragoso Santos &amp; Patrícia Silva-Pereira)<br />
<a href="https://www.tandfonline.com/doi/full/10.1080/15360288.2024.2433204" target="_blank" rel="noopener">https://www.tandfonline.com/doi/full/10.1080/15360288.2024.2433204</a></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>– Future without delirium: not quite there yet but we can start by precribing touch</strong></p>
<p>(Autores: Susana M. Fernandes, Mª Adão-Serrano, Ana Rita Rodrigues &amp; Patrícia Belo)</p>
<p><a href="https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC9610330/" target="_blank" rel="noopener">https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC9610330/</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>&#8211; Mobbing nos profissionais de saúde e o impacto na qualidade dos cuidados: revisão da literature</strong></p>
<p>(Autores: Ana Carolina Martins, Carolina José, Catarina França, Cláudia de Jesus Lameira, Micaela Abreu, Isabel Lucas &amp; Leila Sales)</p>
<p><a href="https://salutisscientia.esscvp.eu/Site/Artigo.aspx?artigoid=32791" target="_blank" rel="noopener">https://salutisscientia.esscvp.eu/Site/Artigo.aspx?artigoid=32791</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>&#8211; Segurança na administração da terapêutica antineoplásica sistémica em hemato-oncologia: identificação inequívoca e dupla verificação</strong></p>
<p>(Autores: Cláudia Sofia Rodrigues Gaspar, Ana Filipa Valente Jesus Rosa &amp; Ana Maria Ribeiro Pinheiro)</p>
<p><a href="https://onco.news/index.php/journal/article/view/318/308" target="_blank" rel="noopener">Visualização de Segurança na Administração da Terapêutica Antineoplásica Sistémica em Hemato-Oncologia: Identificação Inequívoca e Dupla Verificação</a></p>
<p>O conteúdo <a href="https://www.ulssm.min-saude.pt/2026/06/15/flashnews7-artigos-cientificos-publicados/">FlashNews7 &#8211; ARTIGOS CIENTÍFICOS PUBLICADOS</a> aparece primeiro em <a href="https://www.ulssm.min-saude.pt">ULS SANTA MARIA</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>FlashNews7 &#8211; Save the Date</title>
		<link>https://www.ulssm.min-saude.pt/2026/06/15/flashnews7-save-the-date/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[chlnminsaude]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jun 2026 07:36:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.ulssm.min-saude.pt/?p=17332</guid>

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			</item>
		<item>
		<title>FlashNews7 &#8211; O Nosso Cofre</title>
		<link>https://www.ulssm.min-saude.pt/2026/06/15/flashnews7-o-nosso-cofre/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[chlnminsaude]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jun 2026 07:34:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.ulssm.min-saude.pt/?p=17330</guid>

					<description><![CDATA[<p>O NOSSO COFRE Entradas e Aposentações na Enfermagem Nesta secção celebramos o movimento natural da nossa profissão: acolhemos com entusiasmo quem chega e homenageamos com gratidão<span class="excerpt-hellip"> […]</span></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h3 id="onossoCofre" style="text-align: center;"><strong>O NOSSO COFRE</strong></h3>
<div style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 15px; color: #333; line-height: 1.6; text-align: justify; max-width: 1100px; margin: auto;">
<p><!-- IMAGEM À ESQUERDA COM MOLDURA --></p>
<div style="float: left; width: 200px; margin-right: 25px; margin-bottom: 15px; text-align: center; border: 1px solid #ddd; border-radius: 12px; padding: 10px; box-shadow: 0 2px 10px rgba(0,0,0,0.08);">
<p><img decoding="async" style="width: 100%; border-radius: 10px;" src="https://www.ulssm.min-saude.pt/wp-content/uploads/2025/07/oNossoCofre.png" alt="O Nosso Cofre" /></p>
<p style="margin-top: 10px; font-size: 14px; color: #555555;">Entradas e Aposentações<br />
na Enfermagem</p>
</div>
<p>Nesta secção celebramos o movimento natural da nossa profissão: acolhemos com entusiasmo quem chega e homenageamos com gratidão quem parte para uma nova etapa da vida. Cada entrada traz novas energias e ideias; cada reforma leva consigo uma história de dedicação e serviço. A todos, o nosso reconhecimento — e votos de sucesso nos caminhos que começam ou se transformam.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="display: flex; justify-content: space-between; flex-wrap: wrap; margin-top: 30px;">
<p><!-- Coluna Aposentações --></p>
<div style="width: 48%;">
<p><strong>Aposentações:</strong></p>
<ul>
<li>Rodrigo Dantas Alves</li>
<li>Rita Antunes Martins</li>
<li>Filipa Mota Santos</li>
<li>João Francisco de Sousa Fino</li>
<li>Rita Inácio Silva</li>
<li>Carla Maria dos Santos Alves da Silva</li>
<li>Maria da Luz Chasse da Fonseca</li>
<li>Inês Filipa Fernandes da Silva</li>
<li>Soraya Abdul Rahim</li>
<li>Rodrigo de Matos Carvalho</li>
<li>Sofia Isabel Ramalho Roque</li>
<li>Daniela Gonçalves Cravinho</li>
<li>Débora Sofia Ventura Simões</li>
<li>Vitor Henrique Figueiredo Santos</li>
<li>Alice Isabel Manilhas Nunes</li>
<li>Lisete Diana Ferreira Carvalho</li>
<li>Catarina Maria Farinha Monteiro</li>
<li>Sara Daniela Quintela Pinto</li>
<li>Simão Baeta Louro da Silva</li>
<li>Márcia Eduarda Oliveira Moura</li>
<li>Gabriel Laguna Vieira Petinga</li>
<li>Maria Céu Santo Amaral Silva</li>
<li>Maria da Conceição Baptista Barroso</li>
<li>Ana Catarina Paulino Duran</li>
<li>Silvana Maria Moita Calafate Nazário</li>
<li>Filipa Maria Fernandes de Almeida</li>
<li>Luís Filipe Fernandes Barreto</li>
<li>Débora jacinto Loureiro</li>
<li>Márcia Raquel da Silva Duarte</li>
<li>Ana Carolina Cláudio Romão</li>
<li>Patrícia Helena Silva Moreira</li>
</ul>
</div>
<div style="width: 48%;">
<p><strong>Início de Funções:</strong></p>
<ul>
<li>Maria Clara Aires de Almeida Marques</li>
<li>Andrea Pinto Dias</li>
<li>Inês Costa da Silva</li>
<li>Jéssica Diliana Machado Serrão</li>
<li>Soraya Abdul Rahim</li>
<li>Ildemara Marques Moreira</li>
<li>Francisca Azevedo Ferreira</li>
<li>Célia Maria Beirão Correia</li>
<li>Vasco Clemente Lobo Afonso de Carvalho</li>
<li>Esthefani Simões Miranda</li>
<li>Ana Patrícia Dias Simões</li>
<li>Mariana Santiago Carapeto Branco Isidoro</li>
<li>Oldssibisa do Espirito Santo Guedes Machado</li>
<li>João Pedro Dias Lopes</li>
<li>Susana Raquel Pereira Henriques</li>
<li>Maria Duarte Gervásio</li>
<li>Liliana Sofia dos Reis Cunha</li>
<li>Ana Luísa Santos Queirós</li>
<li>Inês Filipa Araújo Veríssimo</li>
<li>Luís Filipe Fernandes Barreto</li>
<li>Simão Martins Miranda</li>
<li>Afonso Falcato Pais Antunes Pereira</li>
<li>Tânia Raquel Silveira Façanha</li>
<li>Pedro Gil Roque Coimbra Abreu</li>
<li>Patrícia Guerreiro de Carvalho</li>
<li>Inês Maria Porfírio Ribeiro</li>
<li>Sofia da Silva Gomes</li>
<li>Ana Cristina Gomes Mota</li>
<li>Ana Filipa Rosado Gomes</li>
<li>Rodrigo Martins da Cruz Gomes</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
</div>
</div>
<div style="clear: both;"></div>
</div>
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			</item>
		<item>
		<title>FlashNews7 &#8211; Resultado de Programas</title>
		<link>https://www.ulssm.min-saude.pt/2026/06/09/flashnews7-resultado-de-programas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[chlnminsaude]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Jun 2026 11:22:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>REABILITAÇÃO EM CUIDADOS PALIATIVOS: MAIS DO QUE CONFORTO, UMA INTERVENÇÃO COM IMPACTO &#160; Contexto Cátia Sebastião Enfermeira Especialista em Enfermagem de Reabilitação Unidade de Reabilitação Respiratória<span class="excerpt-hellip"> […]</span></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h3 style="text-align: center;"><strong>REABILITAÇÃO EM CUIDADOS PALIATIVOS: MAIS DO QUE CONFORTO, UMA INTERVENÇÃO COM IMPACTO</strong></h3>
<p>&nbsp;</p>
<h5><strong>Contexto</strong></h5>
<div style="float: right; margin: 0 0 20px 25px; width: 200px;">
<div style="border: 1px solid #ccc; border-radius: 10px; padding: 12px; text-align: center; background-color: #f9f9f9; box-shadow: 0 2px 5px rgba(0,0,0,0.05);">
<p><img decoding="async" class="aligncenter" style="width: 300px; height: 250px; border-radius: 8px;" src="https://www.ulssm.min-saude.pt/wp-content/uploads/2026/06/Enfa-Catia-Sebastiao-2.jpg" alt="" /></p>
<p><strong>Cátia Sebastião</strong></p>
<p style="text-align: left;">Enfermeira Especialista em Enfermagem de Reabilitação</p>
<p style="text-align: left;">Unidade de Reabilitação Respiratória – ULSSM</p>
</div>
</div>
<p style="text-align: justify; text-indent: 2em;">Os cuidados paliativos têm vindo a assumir um papel cada vez mais relevante na abordagem à pessoa com doença avançada, progressiva e incurável, centrando-se na qualidade de vida e no alívio do sofrimento. Ainda assim, na prática clínica, continuamos muitas vezes a intervir tardiamente, já numa fase marcada por elevado declínio funcional e sintomático. É precisamente neste ponto que a reabilitação começa a ganhar espaço. Não como uma intervenção orientada para a cura, mas como uma forma de ajudar a pessoa a manter o máximo de funcionalidade possível e a gerir sintomas que limitam o seu dia a dia.</p>
<h5><strong>Da intervenção à prática clínica</strong></h5>
<p style="text-indent: 2em; text-align: left;">Neste contexto, foi implementado um programa de reabilitação respiratória em cuidados paliativos agudos, assente numa abordagem individualizada e ajustada à condição clínica de cada pessoa. A intervenção focou-se sobretudo, embora não exclusivamente, na gestão de sintomas sensíveis aos cuidados de enfermagem de reabilitação, como a dispneia, o cansaço, a tosse, a expetoração e o bem-estar geral, frequentemente comprometidos em contexto de doença avançada. A avaliação sintomática e funcional desenvolveu-se sempre em estreita articulação com a equipa multidisciplinar, particularmente com os enfermeiros do serviço, cujo papel na avaliação global e contínua dos sintomas da pessoa revelou-se fundamental para a adequação e individualização dos cuidados. Para apoiar a tomada de decisão clínica, recorreu-se a diferentes instrumentos de avaliação validados, permitindo uma abordagem multidimensional da pessoa.</p>
<p style="text-indent: 2em; text-align: left;">Entre estes, destacou-se a Edmonton Symptom Assessment System (ESAS), amplamente utilizada em cuidados paliativos para avaliação sistematizada de sintomas físicos e psicológicos, através de uma escala de 0 a 10, em que valores mais elevados correspondem a maior intensidade sintomática. Complementarmente, foi utilizada a Escala de Borg Modificada para monitorização da perceção subjetiva de dispneia, bem como a escala Medical Research Council (MRC) para avaliação da força muscular e evolução funcional dos diferentes segmentos corporais. No contexto da intervenção de reabilitação respiratória, foram particularmente monitorizados os sintomas relacionados com o programa de enfermagem de reabilitação, nomeadamente dispneia, cansaço, bem-estar geral, tal como parâmetros funcionais, tolerância ao esforço e força muscular, sempre em complementaridade com a avaliação global realizada pela equipa.</p>
<p style="text-align: justify; text-indent: 2em;">Esta monitorização permitiu acompanhar a evolução sintomática e funcional ao longo do programa e ajustar continuamente a intervenção às necessidades da pessoa.</p>
<h5><strong>Resultados</strong></h5>
<p style="text-indent: 2em; text-align: left;">Nos quatro estudos de caso analisados, verificaram-se melhorias sintomáticas e funcionais relevantes após a implementação do programa de reabilitação respiratória. Ao nível sintomático, observou-se redução consistente dos scores da ESAS ao longo do programa. No Caso 2, verificou-se uma diminuição do score após cinco sessões de reabilitação respiratória &#8211; redução do cansaço de 8 para 1, da dispneia de 8 para 2 e melhoria da perceção de bem-estar geral de 5 para 2. Também no Caso 1 se observou melhoria sintomática, com redução do score associado à diminuição do cansaço de 2 para 0. Nos Casos 3 e 4 verificou-se igualmente redução global da carga sintomática, com melhoria particularmente evidente na perceção de bem-estar geral e tolerância ao esforço. A avaliação da força muscular foi realizada através da escala Medical Research Council (MRC), permitindo monitorizar a evolução funcional dos diferentes segmentos musculares. No Caso 1 verificou-se evolução da força muscular dos membros inferiores de 1/5 para MI 3/5, mantendo força dos membros superiores de 3/5, permitindo progressão funcional dentro do programa. No Caso 3 observou-se melhoria da força muscular dos membros superiores de 4/5 para 5/5, mantendo estabilidade funcional dos membros inferiores. Também no Caso 4 verificou-se evolução da força muscular dos membros inferiores de 3/5 para 5/5, com manutenção da força dos membros superiores em 4/5.</p>
<p style="text-indent: 2em; text-align: left;">Ao nível da progressão funcional, observou-se evolução entre fases do programa, desde mobilização em leito até ortostatismo e treino de marcha. No Caso 2, a pessoa iniciou o programa na Fase 3, realizando inicialmente treino de marcha de 50 metros com apoio de dispositivo auxiliar e oxigenoterapia a 2L/min, apresentando perceção de dispneia/esforço de 8 na Escala de Borg Modificada. Após cinco sessões, verificou-se progressão para 170 metros de marcha, mantendo estabilidade respiratória, com redução da perceção subjetiva de esforço para Borg 2. Ao longo do programa, foi igualmente realizada aferição e ajuste a dispositivo portátil de oxigénio (Portable Oxygen Concentrator – POC), com o objetivo de preparar a alta e promover o regresso da pessoa ao domicílio e ao seu contexto familiar, com maior qualidade de vida. A adaptação ao dispositivo permitiu melhorar a tolerância ao esforço e manter atividades de vida de relação e participação social, nomeadamente a possibilidade de sair de casa, identificado pela própria pessoa como um dos seus principais objetivos individuais. Também no Caso 4 verificou-se progressão funcional significativa, passando de exercícios em contexto de leito e mobilizações ativa-assistidas para treino de marcha de 100 metros com auxiliar de marcha, mantendo saturação mínima de 92% e sem perceção subjetiva de dispneia no final da intervenção (Borg 0).</p>
<p style="text-indent: 2em; text-align: left;">Estes resultados assumem particular relevância num contexto de doença avançada e progressiva, em que frequentemente se considera limitada a margem para intervenção funcional e sintomática.</p>
<h5><strong>Considerações</strong></h5>
<p style="text-indent: 2em; text-align: left;">Os resultados não se resumem a variações em escalas. Traduzem-se em conquistas que fazem diferença: conseguir levantar-se com menos ajuda, caminhar alguns metros com menor esforço, ou simplesmente sentir menos falta de ar. São ganhos que não alteram o curso da doença, mas que têm impacto direto na qualidade do tempo vivido. E é aqui que a reabilitação ganha verdadeiro significado em cuidados paliativos. Naturalmente, este tipo de intervenção exige um equilíbrio constante. Nem sempre fazer mais é fazer melhor. Por isso, todo o programa foi desenvolvido com base em critérios de elegibilidade claros, avaliação contínua e adaptação ao estado clínico de cada pessoa.</p>
<p style="text-indent: 2em; text-align: left;">A intervenção foi sempre orientada pelo princípio da proporcionalidade, garantindo que acrescenta valor sem aumentar o sofrimento. Importa referir que não se registaram eventos adversos associados à intervenção, o que reforça a sua segurança quando aplicada de forma estruturada.</p>
<h5><strong>Desafios para o futuro</strong></h5>
<p style="text-indent: 2em; text-align: left;">Este trabalho levanta também algumas questões importantes. Continuamos a integrar a reabilitação em cuidados paliativos demasiado tarde? Estamos a aproveitar todo o seu potencial neste contexto? O futuro passa, claramente, por uma integração mais precoce, por maior investimento na formação especializada e por uma produção mais consistente de evidência científica nesta área. Avaliar de forma sistemática os resultados, com recurso a instrumentos validados, será essencial para sustentar esta evolução.</p>
<h5><strong>Conclusão</strong></h5>
<p style="text-indent: 2em; text-align: left;">A experiência em cuidados paliativos agudos mostra-nos que a reabilitação pode ter um papel relevante, mesmo em contextos de elevada complexidade clínica. Não se trata de mudar o prognóstico, mas de melhorar a forma como a pessoa vive o tempo que tem. Cada melhoria sintomática traduz-se em conforto. Cada ganho funcional representa autonomia preservada.</p>
<p style="text-indent: 2em; text-align: left;">A reabilitação pode não mudar o destino. Mas transforma, de forma significativa, o percurso.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O conteúdo <a href="https://www.ulssm.min-saude.pt/2026/06/09/flashnews7-resultado-de-programas/">FlashNews7 &#8211; Resultado de Programas</a> aparece primeiro em <a href="https://www.ulssm.min-saude.pt">ULS SANTA MARIA</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>FlashNews7 &#8211; Notícias</title>
		<link>https://www.ulssm.min-saude.pt/2026/06/09/flashnews7-noticias/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[chlnminsaude]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Jun 2026 09:40:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.ulssm.min-saude.pt/?p=17253</guid>

					<description><![CDATA[<p>NOTICIAS &#160; CONSELHO DE JOVENS: EMPODERAMENTO DOS ADOLESCENTES NA ULS SANTA MARIA O Conselho de Jovens (CJ) foi fundado em 2011, no Departamento de Pediatria, inspirado<span class="excerpt-hellip"> […]</span></p>
<p>O conteúdo <a href="https://www.ulssm.min-saude.pt/2026/06/09/flashnews7-noticias/">FlashNews7 &#8211; Notícias</a> aparece primeiro em <a href="https://www.ulssm.min-saude.pt">ULS SANTA MARIA</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h3 style="text-align: center;"><strong>NOTICIAS</strong></h3>
<p>&nbsp;</p>
<div style="display: flex; gap: 20px; justify-content: space-between; flex-wrap: wrap;">
<div style="flex: 1 1 20%; border: 1px solid #ccc; border-radius: 10px; padding: 15px; background-color: #f9f9f9; text-align: center;">
<p><img decoding="async" style="width: 100px; height: 100px; object-fit: cover; border-radius: 50%;" src="https://www.ulssm.min-saude.pt/wp-content/uploads/2026/06/CJ.png" /></p>
<h4 style="text-align: center;">CONSELHO DE JOVENS: EMPODERAMENTO DOS ADOLESCENTES NA ULS SANTA MARIA</h4>
<p style="text-align: justify;">O Conselho de Jovens (CJ) foi fundado em 2011, no Departamento de Pediatria, inspirado nos princípios internacionais dos Direitos da Criança e nas recomendações da OMS&#8230;</p>
<p><a style="color: #3949ab; font-weight: bold;" href="#CJ">Ler mais</a></p>
</div>
<div style="flex: 1 1 20%; border: 1px solid #ccc; border-radius: 10px; padding: 15px; background-color: #f9f9f9; text-align: center;">
<p><img decoding="async" style="width: 100px; height: 100px; object-fit: cover; border-radius: 50%;" src="https://www.ulssm.min-saude.pt/wp-content/uploads/2026/03/UCI-neonatais.png" /></p>
<h4 style="text-align: center;">COMEMORAÇÃO DO DIA INTERNACIONAL DO ENFERMEIRO ESPECIALISTA EM ENFERMAGEM DE SAÚDE MATERNA E OBSTÉTRICA (EEESMO)</h4>
<p style="text-align: justify;">No passado dia 5 de maio, assinalou-se o Dia Internacional do EEESMO. A efeméride serviu para reiterar o compromisso destes profissionais com a saúde da mulher&#8230;</p>
<p><a style="color: #3949ab; font-weight: bold;" href="#EEESMO">Ler mais</a></p>
</div>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<hr />
<p><!-- Noticia 1 --></p>
<h3 id="CJ" style="text-align: center;"><strong>CELEBRAÇÃO E DINAMIZAÇÃO DO DIA EUROPEU DO ENFERMEIRO PERIOPERATÓRIO NA ULSSM</strong></h3>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify; text-indent: 2em;">O Conselho de Jovens (CJ) foi fundado em 2011, no Departamento de Pediatria, inspirado nos princípios internacionais dos Direitos da Criança e nas recomendações da OMS para a implementação de serviços de saúde amigos dos adolescentes. O seu principal objetivo foi criar um espaço estruturado onde jovens com experiência de internamento pudessem partilhar opiniões e contribuir ativamente para a melhoria dos cuidados de saúde.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17254 aligncenter" src="https://www.ulssm.min-saude.pt/wp-content/uploads/2026/06/CJ.png" alt="" width="539" height="359" srcset="https://www.ulssm.min-saude.pt/wp-content/uploads/2026/06/CJ.png 1024w, https://www.ulssm.min-saude.pt/wp-content/uploads/2026/06/CJ-300x200.png 300w, https://www.ulssm.min-saude.pt/wp-content/uploads/2026/06/CJ-768x512.png 768w, https://www.ulssm.min-saude.pt/wp-content/uploads/2026/06/CJ-219x146.png 219w, https://www.ulssm.min-saude.pt/wp-content/uploads/2026/06/CJ-50x33.png 50w, https://www.ulssm.min-saude.pt/wp-content/uploads/2026/06/CJ-112x75.png 112w" sizes="auto, (max-width: 539px) 100vw, 539px" /></p>
<p style="text-align: center;"><em>Conselho de Administração da ULSSM com o CJ</em></p>
<p style="text-align: justify; text-indent: 2em;">Constituído por jovens entre os 12 e os 18 anos, com doença crónica acompanhados no internamento e ambulatório, o CJ afirma-se como uma parceria entre jovens e profissionais de saúde. O CJ integra uma equipa multidisciplinar constituída por médicos, enfermeiros, assistente social e educadora, que assegura o acompanhamento das suas iniciativas. A Enfermagem assume um papel preponderante na dinamização do Conselho, destacando-se pela proximidade com os jovens, o que facilita a identificação de necessidades, a promoção da autonomia e incentiva a participação ativa nas decisões de saúde. Tem sido também determinante na promoção de competências de autocuidado, adesão terapêutica e literacia em saúde, numa fase crucial de transição e construção de identidade do adolescente. Nas primeiras reuniões, foram identificadas necessidades que resultaram em melhorias efetivas, como o acesso à internet wireless no internamento de pediatria. Mais recentemente, o CJ apresentou propostas relacionadas com a melhoria das salas de espera, identificação clara dos profissionais através das fardas, maior utilização da teleconsulta, melhoria do site do hospital e o desenvolvimento de uma aplicação móvel.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17256 aligncenter" src="https://www.ulssm.min-saude.pt/wp-content/uploads/2026/06/CJ2.png" alt="" width="531" height="399" srcset="https://www.ulssm.min-saude.pt/wp-content/uploads/2026/06/CJ2.png 1024w, https://www.ulssm.min-saude.pt/wp-content/uploads/2026/06/CJ2-300x225.png 300w, https://www.ulssm.min-saude.pt/wp-content/uploads/2026/06/CJ2-768x576.png 768w, https://www.ulssm.min-saude.pt/wp-content/uploads/2026/06/CJ2-195x146.png 195w, https://www.ulssm.min-saude.pt/wp-content/uploads/2026/06/CJ2-50x38.png 50w, https://www.ulssm.min-saude.pt/wp-content/uploads/2026/06/CJ2-100x75.png 100w, https://www.ulssm.min-saude.pt/wp-content/uploads/2026/06/CJ2-960x720.png 960w" sizes="auto, (max-width: 531px) 100vw, 531px" /></p>
<p style="text-align: center;"><em>Reunião do CJ</em></p>
<p style="text-align: justify; text-indent: 2em;">O grupo tem ainda, contribuído ativamente para a reflexão sobre os cuidados de transição para a medicina de adultos, procurando tornar este processo mais gradual e alinhado com a experiência vivida na Pediatria.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17257 aligncenter" src="https://www.ulssm.min-saude.pt/wp-content/uploads/2026/06/CJ-3.png" alt="" width="542" height="407" srcset="https://www.ulssm.min-saude.pt/wp-content/uploads/2026/06/CJ-3.png 653w, https://www.ulssm.min-saude.pt/wp-content/uploads/2026/06/CJ-3-300x225.png 300w, https://www.ulssm.min-saude.pt/wp-content/uploads/2026/06/CJ-3-195x146.png 195w, https://www.ulssm.min-saude.pt/wp-content/uploads/2026/06/CJ-3-50x38.png 50w, https://www.ulssm.min-saude.pt/wp-content/uploads/2026/06/CJ-3-100x75.png 100w" sizes="auto, (max-width: 542px) 100vw, 542px" /></p>
<p style="text-align: center;"><em>Comemoração da Semana Internacional do Adolescente, outubro de 2025</em></p>
<p style="text-align: justify; text-indent: 2em;">O CJ tem também participado em iniciativas científicas e institucionais, nomeadamente nas Jornadas do Departamento, reuniões com o Conselho de Administração, atividades no âmbito da EuTEACH (European Training in Effective Adolescent Care and Health), projetos com pacientes simulados e a Semana Internacional da Saúde do Adolescente. No início deste ano, os jovens foram ainda envolvidos na identificação de propostas de melhoria no âmbito da revisão do PNSIJ (Programa Nacional de Saúde Infantil e Juvenil) de 2013.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17258 aligncenter" src="https://www.ulssm.min-saude.pt/wp-content/uploads/2026/06/CJ4-e1780997321628.png" alt="" width="540" height="372" srcset="https://www.ulssm.min-saude.pt/wp-content/uploads/2026/06/CJ4-e1780997321628.png 1200w, https://www.ulssm.min-saude.pt/wp-content/uploads/2026/06/CJ4-e1780997321628-300x207.png 300w, https://www.ulssm.min-saude.pt/wp-content/uploads/2026/06/CJ4-e1780997321628-1024x706.png 1024w, https://www.ulssm.min-saude.pt/wp-content/uploads/2026/06/CJ4-e1780997321628-768x529.png 768w, https://www.ulssm.min-saude.pt/wp-content/uploads/2026/06/CJ4-e1780997321628-212x146.png 212w, https://www.ulssm.min-saude.pt/wp-content/uploads/2026/06/CJ4-e1780997321628-50x34.png 50w, https://www.ulssm.min-saude.pt/wp-content/uploads/2026/06/CJ4-e1780997321628-109x75.png 109w" sizes="auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px" /></p>
<p style="text-align: center;"><em>XXX Jornadas do Departamento de Pediatria, 2025</em></p>
<p style="text-align: justify; text-indent: 2em;">Estas experiências reforçam competências, promovem cidadania ativa e demonstram que a colaboração entre jovens e profissionais, com o forte envolvimento da equipa de enfermagem, gera mudanças reais e sustentáveis.</p>
<p style="text-align: justify; text-indent: 2em;"><strong>Mais do que um projeto, o CJ é um compromisso com o futuro. É reconhecer que os adolescentes não são apenas recetores de cuidados, mas parceiros fundamentais na sua construção.</strong></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-17259 aligncenter" src="https://www.ulssm.min-saude.pt/wp-content/uploads/2026/06/CJ5.png" alt="" width="540" height="404" srcset="https://www.ulssm.min-saude.pt/wp-content/uploads/2026/06/CJ5.png 418w, https://www.ulssm.min-saude.pt/wp-content/uploads/2026/06/CJ5-300x225.png 300w, https://www.ulssm.min-saude.pt/wp-content/uploads/2026/06/CJ5-195x146.png 195w, https://www.ulssm.min-saude.pt/wp-content/uploads/2026/06/CJ5-50x37.png 50w, https://www.ulssm.min-saude.pt/wp-content/uploads/2026/06/CJ5-100x75.png 100w" sizes="auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px" /></p>
<p style="text-align: center;"><em>Pedro, Inês, Mariana, Francisca, Leonor, Diogo</em></p>
<p style="text-align: right;">Patrícia Galvão e Lília Mota</p>
<p style="text-align: right;">Enfermeiras Especialistas ESIP</p>
<hr />
<p><!-- Noticia 2 --></p>
<h3 id="EEESMO" style="text-align: center;"><strong>COMEMORAÇÃO DO DIA INTERNACIONAL DO ENFERMEIRO ESPECIALISTA EM ENFERMAGEM DE SAÚDE MATERNA E OBSTÉTRICA (EEESMO)</strong></h3>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify; text-indent: 2em;">No passado dia 5 de maio, assinalou-se o Dia Internacional do EEESMO. A efeméride serviu para reiterar o compromisso destes profissionais com a saúde da mulher, em todas as suas dimensões e singularidades. A proximidade e a presença continuada dos EEESMO revelam-se determinantes na promoção da saúde, na prevenção da doença e no suporte em períodos de maior vulnerabilidade. Atualmente, este especialista afirma-se como um gestor estratégico do percurso de saúde da mulher, integrando cuidados multidisciplinares e promovendo decisões informadas e sustentadas.</p>
<p style="text-align: justify; text-indent: 2em;">O Núcleo de Enfermeiros de Saúde Materna e Obstétrica (NESMO), em estreita colaboração com diversos serviços da ULS Santa Maria — nomeadamente os Centros de Saúde de Mafra e Sete Rios — dinamizou um conjunto de iniciativas destinadas a assinalar a data e a enaltecer o impacto do EEESMO na sociedade:</p>
<p style="text-align: justify; text-indent: 2em;"><strong>Presença Digital:</strong> Foi publicada, nas redes sociais institucionais, uma infografia detalhada sobre a amplitude da atuação do EEESMO, ao longo das diferentes etapas do ciclo de vida da mulher.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-17356 aligncenter" src="https://www.ulssm.min-saude.pt/wp-content/uploads/2026/06/Dia-internacional-do-enfermeiro.jpg" alt="" width="1089" height="542" srcset="https://www.ulssm.min-saude.pt/wp-content/uploads/2026/06/Dia-internacional-do-enfermeiro.jpg 1089w, https://www.ulssm.min-saude.pt/wp-content/uploads/2026/06/Dia-internacional-do-enfermeiro-300x149.jpg 300w, https://www.ulssm.min-saude.pt/wp-content/uploads/2026/06/Dia-internacional-do-enfermeiro-1024x510.jpg 1024w, https://www.ulssm.min-saude.pt/wp-content/uploads/2026/06/Dia-internacional-do-enfermeiro-768x382.jpg 768w, https://www.ulssm.min-saude.pt/wp-content/uploads/2026/06/Dia-internacional-do-enfermeiro-260x129.jpg 260w, https://www.ulssm.min-saude.pt/wp-content/uploads/2026/06/Dia-internacional-do-enfermeiro-50x25.jpg 50w, https://www.ulssm.min-saude.pt/wp-content/uploads/2026/06/Dia-internacional-do-enfermeiro-150x75.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1089px) 100vw, 1089px" /></p>
<p style="text-align: justify; text-indent: 2em;"><strong>Ação de Proximidade em Mafra:</strong> No Parque Desportivo de Mafra, as especialistas Mafalda Frazão e Liliana Nunes coordenaram uma jornada de promoção de saúde e bem-estar que reuniu cerca de cinquenta futuros pais. A iniciativa visou fortalecer o vínculo com a comunidade e dar visibilidade às competências diferenciadas destes profissionais através de um percurso pedestre dinâmico, estruturado em quatro estações temáticas:</p>
<p style="text-align: justify; text-indent: 2em;">O Bem-estar da Grávida; Respirar para Aliviar &#8211; Técnicas de controlo e relaxamento; Linha Segura SNS 24; Conforto e Segurança do Bebé.</p>
<p style="text-align: justify; text-indent: 2em;">O evento culminou num painel de esclarecimento de dúvidas, enviadas anonimamente pelos participantes, e na entrega do &#8220;Passaporte da Grávida&#8221;, símbolo do compromisso para uma parentalidade informada, segura e positiva.</p>
<p>                    <img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-17355 aligncenter" src="https://www.ulssm.min-saude.pt/wp-content/uploads/2026/06/Diadoenfermeiro.jpg" alt="" width="923" height="676" srcset="https://www.ulssm.min-saude.pt/wp-content/uploads/2026/06/Diadoenfermeiro.jpg 923w, https://www.ulssm.min-saude.pt/wp-content/uploads/2026/06/Diadoenfermeiro-300x220.jpg 300w, https://www.ulssm.min-saude.pt/wp-content/uploads/2026/06/Diadoenfermeiro-768x562.jpg 768w, https://www.ulssm.min-saude.pt/wp-content/uploads/2026/06/Diadoenfermeiro-199x146.jpg 199w, https://www.ulssm.min-saude.pt/wp-content/uploads/2026/06/Diadoenfermeiro-50x37.jpg 50w, https://www.ulssm.min-saude.pt/wp-content/uploads/2026/06/Diadoenfermeiro-102x75.jpg 102w" sizes="auto, (max-width: 923px) 100vw, 923px" /></p>
<p style="text-align: justify; text-indent: 2em;"><strong>Encontro da Parentalidade (Auditório Castro Caldas):</strong> Integrado no Programa de Preparação para o Parto, do Departamento de Obstetrícia da ULS, este encontro constituiu um espaço privilegiado de diálogo entre casais em processo de gravidez e pós-parto. A sessão destacou-se pela partilha de experiências e pela normalização de receios inerentes ao trabalho de parto e à adaptação familiar, reforçando o modelo de cuidados centrados na mulher e na família. Este momento reforçou o compromisso em colocar a mulher/família no centro dos cuidados, humanizando a assistência e promovendo uma parentalidade informada, consciente e feliz.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-17351 aligncenter" src="https://www.ulssm.min-saude.pt/wp-content/uploads/2026/06/CJ11.jpg" alt="" width="1301" height="380" srcset="https://www.ulssm.min-saude.pt/wp-content/uploads/2026/06/CJ11.jpg 873w, https://www.ulssm.min-saude.pt/wp-content/uploads/2026/06/CJ11-300x88.jpg 300w, https://www.ulssm.min-saude.pt/wp-content/uploads/2026/06/CJ11-768x224.jpg 768w, https://www.ulssm.min-saude.pt/wp-content/uploads/2026/06/CJ11-260x76.jpg 260w, https://www.ulssm.min-saude.pt/wp-content/uploads/2026/06/CJ11-50x15.jpg 50w, https://www.ulssm.min-saude.pt/wp-content/uploads/2026/06/CJ11-150x44.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1301px) 100vw, 1301px" /></p>
<p style="text-align: justify; text-indent: 2em;"><strong>Educação para a Saúde em Sete Rios:</strong> No Centro de Saúde de Sete Rios, realizou-se uma sessão formativa sobre métodos contracetivos direcionada ao público jovem. A intervenção baseou-se na evidência científica mais recente, promovendo a literacia em saúde e o planeamento familiar consciente entre os adolescentes.<img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-17352 aligncenter" src="https://www.ulssm.min-saude.pt/wp-content/uploads/2026/06/CJ12.jpg" alt="" width="448" height="383" srcset="https://www.ulssm.min-saude.pt/wp-content/uploads/2026/06/CJ12.jpg 648w, https://www.ulssm.min-saude.pt/wp-content/uploads/2026/06/CJ12-300x257.jpg 300w, https://www.ulssm.min-saude.pt/wp-content/uploads/2026/06/CJ12-170x146.jpg 170w, https://www.ulssm.min-saude.pt/wp-content/uploads/2026/06/CJ12-50x43.jpg 50w, https://www.ulssm.min-saude.pt/wp-content/uploads/2026/06/CJ12-88x75.jpg 88w" sizes="auto, (max-width: 448px) 100vw, 448px" /></p>
<p style="text-align: justify; text-indent: 2em;">O conjunto destas iniciativas não só celebra uma data, como reitera a visão estratégica da ULS Santa Maria/NESMO: a consolidação de um modelo de assistência que privilegia a humanização e a proximidade. A missão dos EEESMO transcende o ato clínico isolado, materializando-se no Cuidar que coloca a singularidade da mulher e da família no centro de todas as decisões. <strong>Humanizar a assistência é, acima de tudo, garantir que cada etapa do ciclo de vida da mulher é acompanhada com a excelência técnica e a empatia que definem esta especialidade.</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<hr />
<p>O conteúdo <a href="https://www.ulssm.min-saude.pt/2026/06/09/flashnews7-noticias/">FlashNews7 &#8211; Notícias</a> aparece primeiro em <a href="https://www.ulssm.min-saude.pt">ULS SANTA MARIA</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>FlashNews6 &#8211; BOAS PRÁTICAS NA UTILIZAÇÃO DO INSUFLADOR-EXSUFLADOR MECÂNICO NA REABILITAÇÃO RESPIRATÓRIA</title>
		<link>https://www.ulssm.min-saude.pt/2026/03/25/flashnews6-boas-praticas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[chlnminsaude]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Mar 2026 13:08:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos de Boas Práticas]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>BOAS PRÁTICAS NA UTILIZAÇÃO DO INSUFLADOR-EXSUFLADOR MECÂNICO NA REABILITAÇÃO RESPIRATÓRIA Elisabete Ribeiro Amaral, EEER e Enfermeira Gestora, Serviço de Hematologia &#8211; Internamento; Joaquina Ribeiro, EEER, Unidade<span class="excerpt-hellip"> […]</span></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h3 style="text-align: center;"><strong>BOAS PRÁTICAS NA UTILIZAÇÃO DO INSUFLADOR-EXSUFLADOR MECÂNICO NA REABILITAÇÃO RESPIRATÓRIA</strong></h3>
<h5 style="text-align: center;">Elisabete Ribeiro Amaral, EEER e Enfermeira Gestora, Serviço de Hematologia &#8211; Internamento; Joaquina Ribeiro, EEER, Unidade de Reabilitação Respiratória</h5>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify; text-indent: 2em;">O insuflador-exsuflador mecânico ou equipamento de tosse assistida, é um dispositivo não invasivo amplamente utilizado na reabilitação respiratória para promover a remoção eficaz de secreções brônquicas em pessoas com compromisso da musculatura expiratória. A sua principal finalidade é simular uma tosse fisiológica, contribuindo para a prevenção de infeções respiratórias, redução de internamentos e melhoria da autonomia e qualidade de vida. O enfermeiro especialista em enfermagem de reabilitação assume um papel central na avaliação, implementação, monitorização e ensino da técnica.</p>
<div style="float: right; width: 308px; height: 368px; margin-left: 25px; margin-bottom: 15px; border: 1px solid #dddddd; border-radius: 12px; padding: 10px; box-shadow: rgba(0, 0, 0, 0.08) 0px 2px 10px; text-align: left;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter" style="width: 298px; height: 358px; border-radius: 10px;" src="https://www.ulssm.min-saude.pt/wp-content/uploads/2026/03/reablitacao-respiratoria.jpg" alt="" width="2048" height="1365" /></div>
<p style="text-align: justify; text-indent: 2em;">O equipamento funciona através da aplicação de uma pressão positiva (insuflação), seguida rapidamente de pressão negativa (exsuflação), gerando um fluxo expiratório elevado semelhante ao da tosse natural. Pode ser utilizado em modo manual ou automático, com parâmetros ajustáveis de acordo com as necessidades clínicas.</p>
<h5><strong>Indicações Clínicas</strong></h5>
<p style="text-align: justify; text-indent: 2em;">A utilização do insuflador-exsuflador deve basear-se em critérios clínicos bem definidos. Está indicado em pessoas com doenças neuromusculares, lesões neurológicas, deformidades da caixa torácica ou outras condições que comprometam a força muscular respiratória, resultando em tosse ineficaz e dificuldade em eliminar secreções. É particularmente relevante em casos de infeções respiratórias recorrentes associadas à incapacidade de mobilização de secreções por métodos convencionais.</p>
<p style="text-align: justify; text-indent: 2em;">Devem ainda ser considerados o volume e a viscosidade das secreções, bem como a capacidade cognitiva e o nível de colaboração da pessoa para a realização segura do procedimento.</p>
<h5><strong>Contraindicações</strong></h5>
<p style="text-align: justify; text-indent: 2em;">O uso do insuflador-exsuflador está contraindicado em situações como pneumotórax não tratado, hemoptise ativa, instabilidade hemodinâmica e lesão torácica aguda. Pessoas com hipertensão intracraniana ou antecedentes de barotrauma pulmonar exigem avaliação criteriosa, dado o risco potencial de agravamento clínico. A decisão terapêutica deve resultar sempre de uma análise individualizada dos riscos e benefícios.</p>
<h5><strong>Avaliação do Pico de Fluxo de Tosse</strong></h5>
<p style="text-align: justify; text-indent: 2em;">A medição do Pico de Fluxo de Tosse (PCF) é um parâmetro fundamental para determinar a necessidade e a eficácia do equipamento. Segundo Chatwin (2009), num adulto, considera-se: PCF normal &gt; 360 L/min; tosse eficaz &gt; 270 L/min; tosse comprometida entre 160–270 L/min; e tosse ineficaz &lt; 160 L/min. Valores inferiores a 270 L/min indicam risco aumentado de retenção de secreções.</p>
<p style="text-align: justify; text-indent: 2em;">O enfermeiro deve avaliar o PCF em diferentes momentos, como em repouso e após técnicas de reabilitação respiratória, interpretando os resultados de acordo com a situação clínica e ajustando a intervenção terapêutica.</p>
<p>A definição dos parâmetros deve ser progressiva e individualizada, considerando diagnóstico, idade, tolerância e condição clínica:</p>
<ul>
<li>Pressão inspiratória e expiratória: iniciar entre 20-30 cmH2O, podendo aumentar progressivamente até 40-50 cmH2O conforme resposta clínica;</li>
<li>Tempo de insuflação e exsuflação: Recomenda-se 2–3 segundos para cada fase, com pausa de 1–2 segundos;</li>
<li>Número de ciclos: Geralmente realizam-se 5–10 ciclos por série, com intervalos de descanso para monitorização clínica.</li>
</ul>
<h5><strong>Procedimento Terapêutico</strong></h5>
<p style="text-align: justify; text-indent: 2em;">A eficácia do procedimento depende do respeito pelos princípios de conforto, segurança e técnica adequada. A escolha da interface (máscara facial, bucal, cânula de traqueostomia ou tubo orotraqueal) deve garantir boa adaptação e vedação eficaz.</p>
<p style="text-align: justify; text-indent: 2em;">O posicionamento ideal é sentado ou em semi-Fowler, favorecendo a expansão torácica. Antes de iniciar, deve-se explicar o procedimento à pessoa, reduzindo ansiedade e promovendo colaboração.  Assegurar condições de segurança, e garantir o jejum.</p>
<p style="text-align: justify; text-indent: 2em;">Durante a aplicação, o enfermeiro pode associar técnicas manuais de assistência à tosse e manter monitorização contínua de sinais vitais, saturação de oxigénio, tolerância, presença e características das secreções. Perante sinais de desconforto ou instabilidade, os parâmetros devem ser ajustados ou o procedimento interrompido.</p>
<h5><strong>Estratégias de Ensino ao Doente e Cuidador</strong></h5>
<p>Uma abordagem centrada no doente e cuidador promove adesão terapêutica, segurança e melhores resultados clínicos e inclui:</p>
<ul>
<li>Explicação clara sobre o objetivo e benefícios do equipamento;</li>
<li>Treinamento para utilização correta e assegurar aspirador de secreções;</li>
<li>Orientações sobre higiene e manutenção do aparelho e circuitos;</li>
<li>Acompanhamento regular para reavaliação de técnicas e parâmetros;</li>
<li>Articulação com cuidados de saúde primários e empresas de cuidados respiratórios domiciliários.</li>
</ul>
<h5><strong>Registos de Enfermagem</strong></h5>
<p style="text-align: justify; text-indent: 2em;">O registo rigoroso após cada intervenção é essencial para garantir continuidade e qualidade dos cuidados. Devem ser documentados: parâmetros utilizados, número de ciclos, resposta clínica, necessidade de oxigénio suplementar, características das secreções e eventuais intercorrências. Estes dados facilitam a comunicação multidisciplinar e fundamentam decisões terapêuticas futuras.</p>
<h5><strong>Conclusão</strong></h5>
<p style="text-align: justify; text-indent: 2em;">A aplicação do insuflador-exsuflador mecânico, baseada em critérios clínicos rigorosos, avaliação adequada do pico de tosse e parametrização individualizada, constitui uma intervenção diferenciadora na prática do Enfermeiro especialista em Enfermagem de Reabilitação. Integrado num plano global que inclui exercícios respiratórios e técnicas de controlo ventilatório, este recurso promove eficácia na remoção de secreções, reduz complicações e contribui significativamente para a qualidade de vida da pessoa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h5><strong>Referências</strong></h5>
<p>Chatwin, M. (2009). <em>Mechanical aids for secretion clearance.</em> <em>International Journal of Respiratory Care</em>, Autumn/Winter, 50.</p>
<p>Chatwin, M., &amp; Wakeman, R. H. (2023). <em>Mechanical insufflation-exsufflation: Considerations for improving clinical practice.</em> <em>Journal of Clinical Medicine, 12</em>(7), 2626. <a href="https://doi.org/10.3390/jcm12072626" target="_blank" rel="noopener">https://doi.org/10.3390/jcm12072626</a></p>
<p>Costa, A. D. C. C. C. da. (2019). <em>Os ganhos da intervenção de enfermagem de reabilitação às pessoas em cuidados intensivos com necessidade de limpeza das vias aéreas e utilização de insuflador-exsuflador mecânico</em> (Dissertação de mestrado em Enfermagem de Reabilitação). Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Setúbal.</p>
<p>Ordem dos Enfermeiros — Mesa do Colégio da Especialidade de Enfermagem de Reabilitação. (2018). <em>Guia orientador de boas práticas: Reabilitação respiratória.</em> Ordem dos Enfermeiros. ISBN 978-989-8444-41-7</p>
<p>Philips Respironics. (2014). <em>CoughAssist E70 provider brochure</em> [Brochura técnica]. Philips Healthcare</p>
<hr />
<p>&nbsp;</p>
<h3 style="text-align: center;"><strong>BOAS PRÁTICAS NA GESTÃO DA ANSIEDADE E DOR EM PEDIATRIA COM RECURSO À REALIDADE VIRTUAL</strong></h3>
<h4 style="text-align: center;">Alexandra Sousa, Enfermeira Especialista em Saúde Infantil e Pediátrica Serviço de Urgência Pediátrica</h4>
<p>&nbsp;</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-16220 aligncenter" src="https://www.ulssm.min-saude.pt/wp-content/uploads/2026/03/Infantil-RV.jpg" alt="" width="608" height="760" srcset="https://www.ulssm.min-saude.pt/wp-content/uploads/2026/03/Infantil-RV.jpg 1080w, https://www.ulssm.min-saude.pt/wp-content/uploads/2026/03/Infantil-RV-240x300.jpg 240w, https://www.ulssm.min-saude.pt/wp-content/uploads/2026/03/Infantil-RV-819x1024.jpg 819w, https://www.ulssm.min-saude.pt/wp-content/uploads/2026/03/Infantil-RV-768x960.jpg 768w, https://www.ulssm.min-saude.pt/wp-content/uploads/2026/03/Infantil-RV-117x146.jpg 117w, https://www.ulssm.min-saude.pt/wp-content/uploads/2026/03/Infantil-RV-40x50.jpg 40w, https://www.ulssm.min-saude.pt/wp-content/uploads/2026/03/Infantil-RV-60x75.jpg 60w" sizes="auto, (max-width: 608px) 100vw, 608px" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify; text-indent: 2em;">A ansiedade e a dor no utente pediátrico em contexto hospitalar constituem desafios relevantes para a prática de enfermagem, com impacto direto na experiência da criança, na adesão aos cuidados e na eficácia das intervenções terapêuticas (<em>Eijlers </em>et al., 2021; <em>Coulter</em>, 2020). A hospitalização é frequentemente vivida como um momento de elevado stress, associado ao medo, à dor e ao ambiente desconhecido, exigindo dos enfermeiros uma abordagem sistemática, humanizada e centrada na criança e na família (Diogo et al., 2016; <em>Eijlers</em> et al., 2019). Neste contexto, as intervenções não farmacológicas assumem um papel fundamental enquanto boas práticas em enfermagem, ao promoverem o conforto, a redução do sofrimento e a participação ativa do utente pediátrico no processo de cuidados (Uman et al., 2019; <em>Bernaerts</em> et al., 2022). Entre estas, destaca-se a realidade virtual (RV) como uma estratégia inovadora, segura e baseada na evidência, com eficácia comprovada na redução da dor e da ansiedade durante procedimentos invasivos (<em>Tas</em> et al., 2022; <em>Reitze</em> et al., 2024). A sua integração na prática clínica contribui para a humanização dos cuidados, para a melhoria contínua da qualidade e para o alinhamento com os padrões de qualidade dos cuidados de enfermagem em pediatria (OE, 2011; APED, 2018).</p>
<h5><strong>Boas Práticas na Gestão da Ansiedade e Dor com Realidade Virtual</strong></h5>
<p style="text-align: justify; text-indent: 2em;">O controlo adequado da dor e da ansiedade em utentes pediátricos é um componente essencial da prática de enfermagem de qualidade (<em>Eijlers</em> et al., 2019). As intervenções não farmacológicas, incluindo a utilização de RV, funcionam como ferramentas de distração, desviando a atenção do estímulo doloroso e reduzindo a ansiedade associada (<em>Jung</em> et al., 2021). A integração de RV nos procedimentos de enfermagem deve ser orientada por evidências científicas, critérios de elegibilidade definidos e procedimentos padronizados. Neste sentido foi elaborado o projeto no Departamento de Pediatria intitulado Gestão da Ansiedade do Utente Pediátrico com Recurso à Realidade Virtual, com o principal objetivo de promover práticas de enfermagem seguras, humanizadas e centradas na criança e família, com recurso à RV (OE, 2011; APED, 2018).</p>
<h5><strong>Metodologia de Implementação</strong></h5>
<p style="text-align: justify; text-indent: 2em;">A implementação da RV como boa prática assenta em evidências de eficácia e segurança (<em>Eijlers</em> et al., 2019):      estudos clínicos randomizados demonstram que a RV pode reduzir significativamente a ansiedade em crianças submetidas a procedimentos hospitalares dolorosos, como venopunções (<em>Walther-Larsen</em> et al., 2019). Assim, foram definidos os seguintes objetivos específicos: (1) capacitar os enfermeiros para a utilização dos óculos de RV durante procedimentos dolorosos; (2) uniformizar as práticas clínicas e a avaliação da perceção dos profissionais relativamente à sua utilização (<em>Paixão</em>, 2010; <em>Knight</em> et al., 2018; <em>Singh</em>, 2018).</p>
<p style="text-align: justify; text-indent: 2em;">Estabeleceram-se indicadores de monitorização relacionados com a adesão das crianças à RV e com a formação e competência dos enfermeiros. A intervenção é dirigida a crianças com idade igual ou superior a cinco anos, submetidas a procedimentos de venopunção com duração inferior a 15 minutos, mediante consentimento informado, respeitando critérios de segurança e adequação clínica (<em>Chan</em> et al., 2019; Sharar, 2018). São ainda consideradas contraindicações clínicas, nomeadamente história de epilepsia, perturbações psiquiátricas, traumatismos craniofaciais, défices sensoriais e sintomas de náuseas ou vómitos, de forma a garantir a segurança da intervenção (<em>Paixão</em>, 2010; <em>Knight</em> et al., 2018; <em>Chan</em> et al., 2019).</p>
<h5><strong>Procedimentos de Boas Práticas</strong></h5>
<p>A implementação da      RV      foi orientada por um Guia de Boas Práticas  estruturado em diferentes etapas da intervenção:</p>
<ol>
<li><strong>Preparação e Informação:</strong> Antes da realização do procedimento, o enfermeiro deve explicar a técnica de RV à criança e ao acompanhante, garantindo compreensão e consentimento informado, fator essencial para reduzir a ansiedade antecipatória (<em>Jung</em> et al., 2021).</li>
<li><strong>Escolha Individualizada:</strong> Permitir que a criança escolha o conteúdo audiovisual, através do telemóvel do cuidador ou do serviço, de forma a promover a personalização do cuidado e estimular a autonomia (<em>Walther-Larsen</em> et al., 2019).</li>
<li><strong>Ajuste e Segurança:</strong> Os dispositivos de RV devem ser ajustados confortavelmente à face da criança, assegurando o conforto físico, a segurança e a ausência de efeitos adversos como náuseas ou tonturas.</li>
<li><strong>Monitorização Durante o Procedimento:</strong> O enfermeiro deve monitorizar continuamente sinais de desconforto (náuseas, tonturas ou cefaleias), ajustando a intervenção conforme necessário e garantindo a segurança do utente. No final do procedimento é facultada à criança a possibilidade de concluir a visualização do vídeo.</li>
<li><strong>Avaliação Pós-Procedimento:</strong> Após a conclusão, a equipa deve registar os resultados da experiência, contribuindo para a monitorização da eficácia e para a melhoria contínua da prática.</li>
</ol>
<p>A utilização sistemática de RV como intervenção não farmacológica está alinhada com uma abordagem centrada no utente e baseada em evidência, promovendo a humanização dos cuidados de saúde pediátrica (<em>Eijlers</em> et al., 2019).</p>
<p>&nbsp;</p>
<h5><strong>Referências Bibliográficas</strong></h5>
<p>Bernaerts, I., et al. (2022). Virtual reality for distraction in pediatric pain and anxiety: A systematic review. <em>Journal of Pediatric Nursing, 62</em>, 1–10. <a href="https://doi.org/10.1016/j.pedn.2021.10.003" target="_blank" rel="noopener">https://doi.org/10.1016/j.pedn.2021.10.003</a></p>
<p>Chan, E. A., Chung, J. W., Wong, T. K., Lien, A. S., &amp; Yang, J. C. (2019). Application of virtual reality in pediatric patients: A review of current evidence. <em>Journal of Clinical Nursing, 28</em>(3–4), 345–356. <a href="https://doi.org/10.1111/jocn.14605" target="_blank" rel="noopener">https://doi.org/10.1111/jocn.14605</a></p>
<p>Coulter, A. (2020). Patient engagement—what works? <em>Journal of Ambulatory Care Management, 43</em>(2), 87–95. <a href="https://doi.org/10.1097/JAC.0000000000000328" target="_blank" rel="noopener">https://doi.org/10.1097/JAC.0000000000000328</a></p>
<p>Diogo, P., Rodrigues, J., &amp; Cardoso, D. (2016). Intervenções de enfermagem na redução da ansiedade em contexto pediátrico. <em>Revista de Enfermagem Referência, 4</em>(10), 45–52. <a href="https://doi.org/10.12707/RIV16005" target="_blank" rel="noopener">https://doi.org/10.12707/RIV16005</a></p>
<p>Eijlers, R., Utens, E. M. W. J., Staals, L. M., de Nijs, P. F. A., Berghmans, J. M., Wijnen, R. M. H., &amp; Hillegers, M. H. J. (2019). Systematic review and meta-analysis of virtual reality in pediatrics: Effects on pain and anxiety. <em>Anesthesia &amp; Analgesia, 129</em>(5), 1344–1353. <a href="https://doi.org/10.1213/ANE.0000000000004165" target="_blank" rel="noopener">https://doi.org/10.1213/ANE.0000000000004165</a></p>
<p>Eijlers, R., et al. (2021). Virtual reality exposure before elective day care surgery to reduce anxiety and pain in children: A randomized controlled trial. <em>Journal of Clinical Medicine, 10</em>(3), 1–12. <a href="https://doi.org/10.3390/jcm10030425" target="_blank" rel="noopener">https://doi.org/10.3390/jcm10030425</a></p>
<p>Jung, J., et al. (2021). The effect of virtual reality distraction on pain and anxiety during medical procedures: A meta-analysis. <em>Pain Management Nursing, 22</em>(4), 456–465. <a href="https://doi.org/10.1016/j.pmn.2021.02.003" target="_blank" rel="noopener">https://doi.org/10.1016/j.pmn.2021.02.003</a></p>
<p>Knight, C., et al. (2018). Safety considerations in the use of virtual reality in pediatric care. <em>Pediatric Health, Medicine and Therapeutics, 9</em>, 45–52. <a href="https://doi.org/10.2147/PHMT.S146513" target="_blank" rel="noopener">https://doi.org/10.2147/PHMT.S146513</a></p>
<p>Ordem dos Enfermeiros. (2011). <em>Padrões de qualidade dos cuidados de enfermagem</em>. Lisboa: Ordem dos Enfermeiros.</p>
<p>Paixão, A. (2010). <em>Intervenções não farmacológicas no controlo da dor em pediatria</em>. Lisboa: Lusociência.</p>
<p>Reitze, M., et al. (2024). Emerging applications of virtual reality in pediatric healthcare. <em>Children, 11</em>(2), 1–15.<a href="https://doi.org/10.3390/children11020123" target="_blank" rel="noopener"> https://doi.org/10.3390/children11020123</a></p>
<p>Sharar, S. R. (2018). Applications of virtual reality in pain management. <em>Current Opinion in Anaesthesiology, 31</em>(5), 623–628. <a href="https://doi.org/10.1097/ACO.0000000000000633" target="_blank" rel="noopener">https://doi.org/10.1097/ACO.0000000000000633</a></p>
<p>Singh, A. (2018). Virtual reality in healthcare: Applications and limitations. <em>BMJ Innovations, 4</em>(1), 33–39. <a href="https://doi.org/10.1136/bmjinnov-2017-000239" target="_blank" rel="noopener">https://doi.org/10.1136/bmjinnov-2017-000239</a></p>
<p>Tas, F., et al. (2022). The effect of virtual reality on pain and anxiety in children during invasive procedures: A randomized controlled trial. <em>Journal of Pediatric Surgery, 57</em>(6), 1234–1240. <a href="https://doi.org/10.1016/j.jpedsurg.2021.12.012" target="_blank" rel="noopener">https://doi.org/10.1016/j.jpedsurg.2021.12.012</a></p>
<p>Uman, L. S., Chambers, C. T., McGrath, P. J., &amp; Kisely, S. (2019). Psychological interventions for needle-related procedural pain and distress in children and adolescents. <em>Cochrane Database of Systematic Reviews, 2019</em>(10), CD005179. <a href="https://doi.org/10.1002/14651858.CD005179.pub4" target="_blank" rel="noopener">https://doi.org/10.1002/14651858.CD005179.pub4</a></p>
<p>Walther-Larsen, S., et al. (2019). Immersive virtual reality for pediatric procedural pain: A randomized clinical trial. <em>Journal of Pediatric Psychology, 44</em>(6), 735–746. <a href="https://doi.org/10.1093/jpepsy/jsz030" target="_blank" rel="noopener">https://doi.org/10.1093/jpepsy/jsz030</a></p>
<p>Associação Portuguesa de Enfermeiros de Pediatria. (2018). <em>Recomendações para a prática de enfermagem pediátrica</em>. Lisboa: APED.</p>
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