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Conseguir ter uma noite descansada é cada vez difícil para muitas pessoas. Uma das causas para dormir mal é a apneia obstrutiva do sono, que afeta cerca de 950 mil portugueses. Neste Dia Mundial do Sono, destacamos o trabalho da equipa multidisciplinar de cirurgia ortognática da ULS Santa Maria, que opera doentes referenciados pela consulta de Pneumologia e de Otorrinolaringologia, que detetam cada vez mais casos a beneficiar deste procedimento.
Uma das principais queixas é o ronco excessivo e as pausas respiratórias durante o sono. O diagnóstico é confirmado por polissomografia, que monitoriza o sono. Por norma, o tratamento padrão é o aparelho de pressão positiva – CPAP. Os aparelhos ortodônticos também são muitas vezes utilizados, dado que posicionam a mandíbula para facilitar a passagem do ar.
No entanto, a cirurgia ortognática é uma solução eficaz e definitiva para o tratamento da apneia, nos casos em que a fisionomia do doente ao nível do maxilar e da mandíbula dificulta a passagem do ar, podendo resolver casos moderados e graves.
Ao reposicionar os maxilares e a mandíbula, “o procedimento permite alargar as vias aéreas superiores, facilitando a passagem do ar. Melhora a respiração e a oxigenação e, no limite, a qualidade de vida das pessoas”, refere Francisco Azevedo Coutinho, estomatologista que integra esta equipa multidisciplinar da ULSSM, que além dos especialistas nesta especialidade inclui também otorrinolaringologistas, ortodontistas, anestesiologistas, pneumologistas, equipa de enfermagem, apoios de técnicos de diagnóstico e técnicos auxiliares de saúde.
Uma cirurgia que beneficia não só o doente operado, sobretudo homens entre os 30 e os 60 anos, mas toda a família.
Um exemplo de cuidado e humanização que devolve a qualidade de vida ao doente e previne o risco de hipertensão, doença cardiovascular, AVC e acidentes de viação.