Testemunhos, projetos e percursos que traduzem dedicação, humanização e compromisso, dando voz a histórias inspiradoras de profissionais da ULS Santa Maria.

Comecei a praticar desporto por uma questão meramente estética, mas rapidamente percebi que muito mais poderia extrair desta prática.

O apelo para a participação política começou em mim muito jovem, na verdade ainda em criança.
Comecei a praticar desporto por uma questão meramente estética, mas rapidamente percebi que muito mais poderia extrair desta prática.
Iniciei Crossfit há cerca de 4 anos e desde então esta modalidade permitiu-me desenvolver várias capacidades e soft skills que me permitem ir mais além como pessoa e profissional.
É uma ótima forma de gestão de stress e ansiedade, desenvolvimento de trabalho em equipa, empatia, aprender a estar desconfortável e a limpar a mente, aprender a não desistir dos nossos objetivos. Permite também maior robustez física, maior qualidade de vida e longevidade.
Tornou-se uma ferramenta fundamental na gestão e superação de desafios de saúde mental.
Permite-me privar com alguns colegas em treinos ou competições, escapando ao clássico almoço ou jantar de convívio e promovendo um desafio diferente e um estilo de vida ativo.
Rita Pacheco
Gosto de partilhar a minha jornada como pretexto para incentivar outros colegas e amigos a experimentar esta ou outra modalidade que lhes faça sentido para que tenham um escape à intensidade emocional que a nossa profissão exige.

Ser profissional de saúde é lidar com desafios diários que ultrapassam vários limites. Cuidar da nossa saúde mental e física, mais do que uma necessidade deveria ser uma prioridade.


O apelo para a participação política começou em mim muito jovem, na verdade ainda em criança.
Tendo assistido (então com apenas 7 anos) “ao vivo” à Revolução de 25 de Abril de 1974 (os meus pais eram os proprietários à época de um restaurante situado numa das zonas com maior atividade militar naquele dia “inteiro e limpo”), bem como à “turbulência” política e social do período que lhe seguiu, pode-se dizer que o “bichinho” pegou, ficou e medrou até às associações de estudantes do liceu.
Por decisão pessoal, decidi metê-lo “no congelador” quando iniciei em 1985 o Curso de Enfermagem, para a ele me dedicar integralmente, uma decisão que se revelou acertada pois o curso exigiu mesmo, pela sua intensidade, toda a minha atenção e dedicação.
Concluídos os 3 anos do curso, regressaram os “apelos” … a que continuei a resistir estoicamente…
A prioridade agora era iniciar e consolidar a minha (nova) vida profissional e, com ela, também a minha vida familiar, com o cumprimento do serviço militar obrigatório (15 meses) pelo meio…
E assim foi durante os primeiros 5 anos, entre 1988 e 1993… embora já com algumas crescentes colaborações durante o ano de 1992 que acabaram por se revelar decisivas para a minha eleição (a primeira na política) nas Eleições Autárquicas de 1993 para a Assembleia de Freguesia da Pontinha, então ainda pertencente ao Concelho de Loures.
O “bicho” não parou de crescer (como constatam, já não lhe chamei agora “bichinho”) nesse mandato autárquico de 1993-1997, o que acabou por levar em 1997 a ser o escolhido para “cabeça de lista” da candidatura de uma das forças políticas à Freguesia de Odivelas (ainda no Concelho de Loures), de que acabei por vir a ser nesse mandato de 1997-2001 o presidente da Assembleia de Freguesia, período temporal em que me envolvi também ainda mais ativamente na luta entretanto iniciada, para a criação do Concelho de Odivelas, que se viria a concretizar no dia 19 de Novembro de 1998, tendo a respetiva Comissão Instaladora iniciado as suas funções na fase inicial do ano de 1999.
Toda esta participação política foi feita, ainda assim, de forma lateral e acumulada com o meu exercício profissional enquanto enfermeiro no Hospital de Santa Maria (primeiro no Bloco Operatório da Cirurgia Cardiotorácica [1988 – 1993] e depois no Bloco Operatório de Otorrinolaringologia [1993-2000]).
Mas o ano de 1999 foi feito de vários apelos e convites para ir desempenhar funções dirigentes a tempo inteiro na Comissão Instaladora do Município de Odivelas, aos quais fui resistindo… até que não… E, em janeiro de 2000, iniciei funções de dirigente de uma das unidades orgânicas do novo município, a tempo inteiro!
E, a partir daqui, foram cerca de 2 décadas de “tempo útil” (ou seja, tempo consecutivo apenas com ligeiras interrupções) de exercício de cargos políticos e públicos (de eleição e de nomeação), até ao meu regresso definitivo ao exercício das minhas funções de enfermeiro no Hospital de Santa Maria, no final de 2021.
Em 2001, nas primeiras Eleições Autárquicas realizadas no novo Município de Odivelas, acabei eleito vereador para a primeira Câmara Municipal de Odivelas eleita, funções que desempenhei em regime de tempo inteiro a partir de Maio de 2002 (entre Dezembro de 2001 e Abril de 2002 acumulei com um breve regresso ao HSM para exercer funções no Bloco Operatório da Pediatria) e até ao final desse mandato em 2005, sendo responsável pelos pelouros da Administração Geral dos serviços municipais e dos Licenciamentos Não Urbanísticos.

Vereador da CM Odivelas, com a Dra. Susana Amador, Presidente da Câmara e depois Deputada e Secretária de Estado da Educação
Nas Eleições Autárquicas seguintes, realizadas em 2005 para o mandato autárquico 2005-2009, fui reeleito vereador, continuando o exercício dessas responsabilidades em regime de permanência a tempo inteiro, agora responsável pelos pelouros da Saúde e da Habitação.
Entre 2009 e 2015, por convite da Presidente da Câmara Municipal de Odivelas, desempenhei as funções de Chefe do Gabinete da Presidência, que acumulei, por nomeação, com a representação do Município no Conselho de Administração da SIMTEJO (Saneamento Integrado dos Municípios do Tejo e Trancão), SA.

Chefe do Gabinete da Presidência da CM Odivelas com o Dr. Mário Soares e Maria de Céu Guerra
Entre 2015 e 2017 reassumi as funções de vereador na Câmara Municipal de Odivelas, então com a responsabilidade pelo pelouro do Ambiente, que acumulei, por nomeação, com a representação do Município de Odivelas no Conselho de Administração dos SIMAR (Serviços Intermunicipalizados de Águas e Resíduos de Loures e Odivelas).

Administrador dos SIMAR, com o presidente da CM Loures, Bernardino Soares
Vereador do Ambiente da CM de Odivelas, com o Presidente da Câmara, Hugo Martins
Em setembro de 2017, a até dezembro de 2018, regressei temporariamente “a casa”, agora para desempenhar as funções de assessor do Presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Norte, EPE, com a responsabilidade da coordenação do projeto inovador “Santa Maria Green Hospital”, com participação também no processo de implementação do Parque de Saúde Pulido Valente.

Assessor do Presidente do CA do CHULN com a Coordenação do Projeto Santa Maria Green Hospital
E em janeiro de 2019 voltei a sair para, a convite do então Presidente da Câmara Municipal de Loures, assumir a presidência do Conselho de Administração da Loures Parque, EM empresa municipal de estacionamento do Município de Loures, cargo que desempenhei até dezembro de 2021, momento em que regressei definitivamente ao Hospital de Santa Maria para retomar, passadas estas 2 décadas, as minhas funções de enfermeiro.

Presidente Conselho de Administração da Loures Parque, EM
No final de 1999, quando aceitei o primeiro desafio desta (longa) “deriva” (pela) política, jamais imaginei que este seria o percurso que ia ter nas duas décadas seguintes. Sempre achei que não passaria de uma pequena “interrupção”, de um “até já”. Mas a verdade é que as coisas se foram encadeando e o desempenho de cada função foi dando lugar à outra, quase como uma consequência inevitável (embora em política nada o seja…).
Estas duas décadas trouxeram-me desafios inicialmente novos e inesperados, exigentes, mas um retorno de experiências e vivencias muito enriquecedoras no plano da minha realização pessoal.
Mas não se fizeram apenas de vitórias… pelo caminho, perdeu-se o projeto pessoal e profissional que tinha estabelecido para mim quando, em janeiro de 1988, iniciei neste Hospital a minha carreira profissional enquanto enfermeiro.
Mas a vida é mesmo assim, é feita das escolhas que decidimos fazer, das que decidimos não fazer e daquelas para que o percurso e as decisões que anteriormente tomámos nos vão empurrando… e, em todas elas, em cada uma delas, ganhamos umas coisas, perdemos irrevogavelmente outras…
Pelo que, no final, resta o balanço e a pergunta… valeu a pena?
E a minha resposta é, pese embora tudo aquilo que as escolhas pessoais que fiz me fizeram perder, designadamente no que se refere à carreira na Enfermagem que projetei em 1988, sim, valeu a pena!
Imagino o que perdi, sei o que ganhei! Não consigo dizer se voltaria a fazer todas as mesmas escolhas… Mas a minha consciência convive bem com as que fiz e com este percurso de que me orgulho! Muito!

José Esteves Ferreira