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Da esquerda para a direita: Hugo Costa Osório, Coordenador do Programa Nacional Rede de Vigilância de Vetores (REVIVE), do Centro de Estudos de Vetores e Doenças Infeciosas Doutor Francisco Cambournac do INSA; Carles Tur, Perito Internacional, do Grupo Traqsa, Empresa de Transformación Agraria; Maria Helena Correia, Coordenadora de Saúde Ambiental, da Unidade de Saúde Pública Francisco George da ULS Santa Maria; Ana Cecília Gouveia, Técnica de Saúde Ambiental, da Unidade de Saúde Pública Francisco George da ULS Santa Maria e Afonso Moreira, Médico Especialista em Saúde Pública e Coordenador do Programa Local REVIVE, da Unidade de Saúde Pública Francisco George da ULS Santa Maria.
Lisboa poderá vir a recorrer a uma tecnologia inovadora e ambientalmente sustentável para controlar a população do mosquito Aedes albopictus, espécie invasora capaz de transmitir doenças como a dengue, o zika, a chikungunya e a febre amarela.

Entre os dias 6 e 10 de julho, a Unidade de Saúde Pública Francisco George, da Unidade Local de Saúde Santa Maria, participou numa missão técnica que constituiu um passo decisivo para a preparação desse projeto piloto. A iniciativa decorreu no âmbito do Projeto POR5007, coordenado pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, com o apoio da Agência Internacional de Energia Atómica, e reuniu especialistas nacionais e internacionais para avaliar a viabilidade técnica, científica e operacional da aplicação da Técnica do Inseto Estéril (Sterile Insect Technique – SIT) no contexto urbano da cidade de Lisboa. A missão contou com a participação de Carles Tur, perito internacional da Tragsa, empresa pública espanhola com reconhecida experiência na aplicação desta técnica no controlo do Aedes albopictus.

No âmbito da missão, a Unidade de Saúde Pública Francisco George apresentou também o ponto de situação da vigilância e monitorização do Aedes albopictus em Lisboa, durante o webinar “Técnica do Inseto Estéril (SIT): da Experiência de Valência à Implementação em Lisboa”, dirigido aos profissionais da Rede de Vigilância de Vetores (REVIVE). A Técnica do Inseto Estéril constitui uma abordagem inovadora e sustentável para o controlo desta espécie invasora, permitindo reduzir a sua população através da libertação de machos estéreis, sem recurso à utilização intensiva de inseticidas e com menor impacto ambiental.

A participação da Unidade de Saúde Pública Francisco George nesta missão reforça o compromisso da ULS Santa Maria com a vigilância em saúde pública, a prevenção de doenças transmitidas por vetores e a adoção de soluções inovadoras que contribuam para a proteção da saúde da população.
Para saber mais sobre o mosquito Aedes albopictus, conhecer as principais medidas de prevenção e contribuir para reduzir a sua proliferação, consulte o folheto informativo desenvolvido pela Câmara Municipal de Lisboa, em colaboração com a Unidade de Saúde Pública Francisco George.