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O heliporto da Unidade Local de Saúde de Santa Maria (ULSSM) atingiu no seu primeiro ano de atividade um marco histórico na gestão da emergência pré-hospitalar em Portugal. Um estudo publicado na Air Medical Journal, uma das revistas científicas com maior impacto na sua área, revelou que entre 17 de março de 2025 e 17 de março de 2026, o Hospital de Santa Maria (HSM) registou um total de 235 aterragens, afirmando-se como a principal porta de entrada aeromédica na Região Metropolitana de Lisboa, concentrando mais de 90% dos voos de emergência destinados à capital.
O estudo, que tem como autores a Direção do Heliporto – Nuno Jorge, Alexandre Caldeira e Filipe Órfão – e o Presidente da ULSSM, Carlos das Neves Martins, analisa como a padronização de procedimentos clínicos e a intervenção atempada realizada por equipas altamente especializadas têm um impacto decisivo no prognóstico e na sobrevivência dos doentes. Entre as conclusões do artigo, destaca-se a relevância de protocolos integrados de atuação que asseguram uma transição contínua e segura do local de ocorrência até à chegada ao hospital.
As 235 aterragens contabilizadas no registo operacional do primeiro ano após a recertificação do heliporto de Santa Maria corresponderam, maioritariamente, a:
Rede Metropolitana e redução de transportes terrestres
Antes da reabertura do heliporto da ULSSM, as missões aéreas destinadas aos grandes hospitais centrais de Lisboa exigiam um transporte secundário por ambulância. Com a entrada em funcionamento da estrutura da ULSSM, menos de 10% das missões aéreas destinadas à capital precisaram de ser desviadas para infraestruturas alternativas.
Além de servir a própria estrutura hospitalar de Santa Maria — que recebeu diretamente 86 doentes —, o heliporto funcionou como uma plataforma logística para a rede de urgência metropolitana de Lisboa. O acesso direto por helicóptero e a distribuição coordenada de doentes para os hospitais de referência mais adequados reduzem potencialmente a necessidade de transferências secundárias terrestres, conclui o artigo.
“O investimento na requalificação da nossa infraestrutura, alinhado com o rigor de todos os profissionais envolvidos, das equipas clínicas, até aos Bombeiros, permite-nos encurtar minutos cruciais no atendimento ao doente crítico. Garantir que a equipa médica e o doente chegam com segurança e rapidez ao hospital de destino é a nossa prioridade.”
Carlos das Neves Martins, Presidente do Conselho de Administração da ULSSM
Atividade 24 horas/7 dias por semana
Os dados científicos revelam que a procura cresceu progressivamente nos primeiros meses, atingindo um pico de 35 aterragens em junho de 2025. Cerca de um terço de todas as operações ocorreram no período noturno, o que comprova a operacionalidade 24 horas por dia/7 dias por semana e a relevância estratégica da sinalização instalada.
Com estes resultados, a ULSSM demonstra como o investimento em infraestruturas críticas, que no caso do Heliporto de Santa Maria superou meio milhão de euros, e a cooperação institucional salvam vidas, encurtando distâncias e garantindo cuidados diferenciados aos doentes mais graves do país.
Consulte o artigo:
https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1067991X26002324?dgcid=author