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A equipa da Unidade Multidisciplinar de Dor do Serviço de Anestesiologia do CHULN realizou no final de Setembro, pela primeira vez, um procedimento de implante de dispositivo de administração intratecal – no interior das membranas que cobrem a medula – de fármacos para o tratamento da dor oncológica.
O tratamento eficaz da dor oncológica é uma prioridade para a Unidade Multidisciplinar de Dor. Este dipositivo traz várias vantagens, nomeadamente o melhor controlo da dor, redução da dose total de fármacos opióides (redução estimada em cerca de 300 vezes), menor taxa de internamentos e adiamento de tratamentos oncológicos por dor não controlada, menores custos globais (após 3 meses de implante) e, acima de tudo, maior satisfação global por parte dos doentes.
O sistema é composto por um catéter, que é colocado no espaço intratecal sob controlo de raio-X, conectado a um dispositivo de infusão contínua de fármacos (neste caso a morfina), que é implantado no espaço subcutâneo, habitualmente no abdómen. Permite ainda que o doente possa solicitar doses extra (em SOS), através de um comando sem fios, o que se traduz numa autonomização da terapêutica analgésica.
No procedimento participaram Mariano Veiga e João Galacho, contando com a colaboração de Maria de Luz Padilla , do Hospital General Universitário Santa Lucía – Cartagena, Espanha).
Da esquerda para a direita: Hugo Costa Osório, Coordenador do Programa Nacional Rede de Vigilância de Vetores (REVIVE), do Centro de Estudos de Vetores e Doenças Infeciosas Doutor Francisco Cambournac do INSA; Carles Tur, Perito Internacional, do Grupo Traqsa, Empresa de Transformación Agraria; Maria Helena Correia, Coordenadora de Saúde Ambiental, da Unidade de Saúde Pública Francisco George da ULS Santa Maria; Ana Cecília Gouveia, Técnica de Saúde Ambiental, da Unidade de Saúde Pública Francisco George da ULS Santa Maria e Afonso Moreira, Médico Especialista em Saúde Pública e Coordenador do Programa Local REVIVE, da Unidade de Saúde Pública Francisco George da ULS Santa Maria.