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O diagnóstico de cancro da mama é, por norma, recebido como uma catástrofe pela mulher. Numa fase inicial, não há espaço mental para a Sexualidade. Há uma interrupção desta atividade, muitas vezes com consequências negativas na relação de um casal.
“É urgente incluir a sexualidade como parte integrante dos cuidados oncológicos”. A Enfermeira de radioterapia da ULS Santa Maria, Filipa Vaz, lançou o debate no primeiro workshop sobre o tema “Sexualidade silenciada em mulheres jovens com cancro da mama”, organizado pela Associação Amigas do Peito, nesta segunda-feira, 23 de junho, no Hospital de Santa Maria.
Integrar a Sexualidade na consulta de Oncologia será um próximo passo muito relevante, na opinião das palestrantes neste workshop, pelo que está a ser preparada uma equipa multidisciplinar para avançar com a iniciativa.
A Ginecologista e Obstetra Maria do Céu Santo dinamizou parte da sessão e trouxe algumas técnicas cuja intensão é promover e melhorar a Sexualidade das mulheres nesta nova condição.
Seja pelos efeitos da quimioterapia, pela radiação, por outros tratamentos, seja pela própria imagem física das cicatrizes, perda de cabelo, sobrancelhas, pestanas, há diversos fatores que contribuem para silenciar a sexualidade nesta fase. Há que renascer e voltar a despertar o desejo. “O órgão mais erótico que nós temos é o cérebro. O resto é acessório”, pelo que o afeto assume particular relevância neste momento particular.
Para ajudar, até porque há mulheres que não estão numa relação, a especialista trouxe na mala alguns materiais disponíveis no mercado e explicou técnicas que ajudam a ultrapassar alguns obstáculos que possam surgir. Se uma boa comunicação com o parceiro é fundamental, uma posição mais confortável e exercícios de relaxamentos, por exemplo, são um bom contributo.
“A emoção positiva é fundamental para vivermos. O hoje, amanhã já é passado. Temos que levar as pessoas a aproveitar o dia a dia. As terapêuticas e as soluções mudaram e, mesmo na questão da imagem, para tudo hoje há soluções para melhorar”.





Da esquerda para a direita: Hugo Costa Osório, Coordenador do Programa Nacional Rede de Vigilância de Vetores (REVIVE), do Centro de Estudos de Vetores e Doenças Infeciosas Doutor Francisco Cambournac do INSA; Carles Tur, Perito Internacional, do Grupo Traqsa, Empresa de Transformación Agraria; Maria Helena Correia, Coordenadora de Saúde Ambiental, da Unidade de Saúde Pública Francisco George da ULS Santa Maria; Ana Cecília Gouveia, Técnica de Saúde Ambiental, da Unidade de Saúde Pública Francisco George da ULS Santa Maria e Afonso Moreira, Médico Especialista em Saúde Pública e Coordenador do Programa Local REVIVE, da Unidade de Saúde Pública Francisco George da ULS Santa Maria.